Said you'd took a big trip
They said you moved away
Happened oh so quietly, they say
Should've took a picture
Something I could keep
Buy a little frame, something cheap
For you
Everyone says hi
Said you sailed a big ship
Said you sailed away
Didn't know the right thing to say
I'd love to get a letter
Like to know what's what
Hope the weather's good and it's not too hot
For you
Everyone says hi
Everyone says hi
Don't stay in a sad place
Where they don't care how you are
Everyone says hi
(db)
segunda-feira, dezembro 4
Tudo é tão pequeno, escuro, nojento, vazio. Injusto.
Eu tava esperando o fim de semana que vem pra gente se encontrar de novo. Afinal, o que pode acontecer em uma semana? O que pode acontecer em três dias?
Um de nós morre.
E eu fiquei esperando pra te conhecer.
Esperar é a coisa mais imbecil do mundo.
Vou ficar aqui com o seu sorriso, aquele. O último.
Boa noite, babe. Bons sonhos.
Eu tava esperando o fim de semana que vem pra gente se encontrar de novo. Afinal, o que pode acontecer em uma semana? O que pode acontecer em três dias?
Um de nós morre.
E eu fiquei esperando pra te conhecer.
Esperar é a coisa mais imbecil do mundo.
Vou ficar aqui com o seu sorriso, aquele. O último.
Boa noite, babe. Bons sonhos.
domingo, dezembro 3
Só o timing transforma.
Continuando a questão “provar na hora certa”.
Nesse sábado, dia 2 de dezembro, quebrei meu cofrinho pra ver Caetano Veloso nas primeiras filas.
Sempre fui fã, nunca achei que o valor do ingresso valia o meu amor. Mas quando soube que o show de Cê, além de ter as músicas maravilhosas do álbum novo, tinha canções do Transa, não houve dúvidas.
Valeu. Valeu cada moedinha. Um Caetano enorme num palco mínimo, em grande forma, carisma e urgência. Duvido que a Paula Lavigne consiga assistir esse show. No mínimo sairia de fininho pra não ser reconhecida.
Mais uma vez foi confirmado que um artista só escreve grandes obras quando está com o coração partido. Foi preciso o Caê tomar um belo pé na bunda pra mostrar do que ele é capaz.
Não é um show pra quem gosta de ouvir seus temas de novela (isso é pros tiozinhos que dormiam em partes fundamentais do espetáculo). É pra quem gosta do compositor genial, e claro, pra quem tem certeza que o Transa é sua obra definitiva e foi MUITO revisitada sonoramente no álbum novo.
O destaque vai, bem, pra todas!
Tá, de novo. O destaque vai pra ODEIO com um jogo de luz absurdamente cegante, WALY SALOMÃO, muito muito pesada, o arranjo novo e descompassado de SAMPA com muita fumaça no palco, MUSA HÍBRIDA e o momento Caetano de tanga (não, ele não tava de tanga, é só uma figuração), NÃO ME ARREPENDO e sua carga altamente lírica 60´s, segundo um amigo meu “é pra cantar com o pulso firme e alto, igual Geraldo Vandré”, O HERÓI e a porção política do show, complementada com FORA DA ORDEM, cantada aos coros.
Agora as favoritas. NINE OUT OF TEN foi a quarta música e a primeira a fazer “ola” nos meus pêlos do braço, apesar do arranjo gordinho, a versão do “Velô”. Ela agrada e quando suas ancas começam a se deslocar ela acaba, protesto. Um hino de 2.30 mins tem que ser tocado 5 vezes (ela é maior, mas parece isso).
DEUSA URBANA. A minha top 3 do Cê. Nos sets normais ela estava entre as primeiras, e ele não tocava, não tocava, achei que ia ficar sem. Mas não, ela veio (timing) na hora certa. Chorava, enquanto os tiozinhos mais uma vez se apavoravam com o refrão “mucosa roxa, peito cor de rola...”. Cê toda...ai.
ROCKS encerrou o primeiro ato, foi lindo, tive vontade de ligar pro Vico pra ele ouvir (ele adora o “mó ra-ta co-mi-go”), apesar dos tiozinhos mais uma vez atrapalharem deixando o Pepsi Onstage antes da hora, pra sair sem trânsito. Velhos do caralho!
Caetano parecia um menino de 17 anos no palco, tocando num festival colegial com a primeira banda da sua vida. Correndo de um lado pro outro, subindo nos amplificadores (ai), emocionado pra caramba, principalmente nas músicas do Transa, acho que ele não esperava que o público daqui sonhava com essa parte. Talvez esteja sendo limitada só porque estava acompanhada de dois amigos que como eu sonhavam com essa parte, sei lá.
Eu sabia que o BIS abria com YOU DON´T KNOW ME, vi a movimentação, então mais que breve corri pra frente do palco. Era o que a gente queria, era o que ele queria (antes ele havia manifestado a decepção de ver o lugar organizado em assentos). Ele entrou, nos aplaudiu, pegou aquela guitarra foda que eu não lembro o nome (que timbres meu deus! Que timbres!), e começou, começando, igualzinho quando você bota a faixa 1 do disco. “You don´t know me [pianinho..] better never get to know me...(…) Show me from behind the wall, SHOW ME FROM BEHIND THE WALL!!!”. A guitarra faz o solo do vocal da Gal. Um êxtase completo. Gozo, catarse, dê o nome que quiser, porque não tem nome isso que a gente sente nessas horas.
*chora, muito, esconde, chora mais um pouco, e Caê olha e sorri. morre*
Ainda tem reprise de ODEIO, com mais luzes cegantes ainda. O legal é que ele diz “odeio você”, como se estivesse olhando e dizendo “amo você”, só vendo.
Já que o povo não “redava” o pé, rolou mais uma, ANJO. Não sei, mas acho que é nova, porque a banda estava insegura de tocar. Foi bichisse total ele fazendo anjinho no palco, mas igual foi lindo.
Pra mim só faltou It´s a Long Way, do Transa também (e porque não o Transa inteiro?). E Nine Out of Ten mais 4 vezes.
Caetano é LINDO. E foda-se quem faz disso uma piada.
Continuando a questão “provar na hora certa”.
Nesse sábado, dia 2 de dezembro, quebrei meu cofrinho pra ver Caetano Veloso nas primeiras filas.
Sempre fui fã, nunca achei que o valor do ingresso valia o meu amor. Mas quando soube que o show de Cê, além de ter as músicas maravilhosas do álbum novo, tinha canções do Transa, não houve dúvidas.
Valeu. Valeu cada moedinha. Um Caetano enorme num palco mínimo, em grande forma, carisma e urgência. Duvido que a Paula Lavigne consiga assistir esse show. No mínimo sairia de fininho pra não ser reconhecida.
Mais uma vez foi confirmado que um artista só escreve grandes obras quando está com o coração partido. Foi preciso o Caê tomar um belo pé na bunda pra mostrar do que ele é capaz.
Não é um show pra quem gosta de ouvir seus temas de novela (isso é pros tiozinhos que dormiam em partes fundamentais do espetáculo). É pra quem gosta do compositor genial, e claro, pra quem tem certeza que o Transa é sua obra definitiva e foi MUITO revisitada sonoramente no álbum novo.
O destaque vai, bem, pra todas!
Tá, de novo. O destaque vai pra ODEIO com um jogo de luz absurdamente cegante, WALY SALOMÃO, muito muito pesada, o arranjo novo e descompassado de SAMPA com muita fumaça no palco, MUSA HÍBRIDA e o momento Caetano de tanga (não, ele não tava de tanga, é só uma figuração), NÃO ME ARREPENDO e sua carga altamente lírica 60´s, segundo um amigo meu “é pra cantar com o pulso firme e alto, igual Geraldo Vandré”, O HERÓI e a porção política do show, complementada com FORA DA ORDEM, cantada aos coros.
Agora as favoritas. NINE OUT OF TEN foi a quarta música e a primeira a fazer “ola” nos meus pêlos do braço, apesar do arranjo gordinho, a versão do “Velô”. Ela agrada e quando suas ancas começam a se deslocar ela acaba, protesto. Um hino de 2.30 mins tem que ser tocado 5 vezes (ela é maior, mas parece isso).
DEUSA URBANA. A minha top 3 do Cê. Nos sets normais ela estava entre as primeiras, e ele não tocava, não tocava, achei que ia ficar sem. Mas não, ela veio (timing) na hora certa. Chorava, enquanto os tiozinhos mais uma vez se apavoravam com o refrão “mucosa roxa, peito cor de rola...”. Cê toda...ai.
ROCKS encerrou o primeiro ato, foi lindo, tive vontade de ligar pro Vico pra ele ouvir (ele adora o “mó ra-ta co-mi-go”), apesar dos tiozinhos mais uma vez atrapalharem deixando o Pepsi Onstage antes da hora, pra sair sem trânsito. Velhos do caralho!
Caetano parecia um menino de 17 anos no palco, tocando num festival colegial com a primeira banda da sua vida. Correndo de um lado pro outro, subindo nos amplificadores (ai), emocionado pra caramba, principalmente nas músicas do Transa, acho que ele não esperava que o público daqui sonhava com essa parte. Talvez esteja sendo limitada só porque estava acompanhada de dois amigos que como eu sonhavam com essa parte, sei lá.
Eu sabia que o BIS abria com YOU DON´T KNOW ME, vi a movimentação, então mais que breve corri pra frente do palco. Era o que a gente queria, era o que ele queria (antes ele havia manifestado a decepção de ver o lugar organizado em assentos). Ele entrou, nos aplaudiu, pegou aquela guitarra foda que eu não lembro o nome (que timbres meu deus! Que timbres!), e começou, começando, igualzinho quando você bota a faixa 1 do disco. “You don´t know me [pianinho..] better never get to know me...(…) Show me from behind the wall, SHOW ME FROM BEHIND THE WALL!!!”. A guitarra faz o solo do vocal da Gal. Um êxtase completo. Gozo, catarse, dê o nome que quiser, porque não tem nome isso que a gente sente nessas horas.
*chora, muito, esconde, chora mais um pouco, e Caê olha e sorri. morre*
Ainda tem reprise de ODEIO, com mais luzes cegantes ainda. O legal é que ele diz “odeio você”, como se estivesse olhando e dizendo “amo você”, só vendo.
Já que o povo não “redava” o pé, rolou mais uma, ANJO. Não sei, mas acho que é nova, porque a banda estava insegura de tocar. Foi bichisse total ele fazendo anjinho no palco, mas igual foi lindo.
Pra mim só faltou It´s a Long Way, do Transa também (e porque não o Transa inteiro?). E Nine Out of Ten mais 4 vezes.
Caetano é LINDO. E foda-se quem faz disso uma piada.
quinta-feira, novembro 30
Hey Jack. Jack!
You´re in my world now.
Eu sempre gostei de pronunciar Jack como a Lucy do Bram Stocker´s Dracula. Não me importa o nome da atriz, importa que ela foi uma Lucy abençoada, e pronunciava o nome do Jack da maneira que nem eu teria resistido se fosse um Jack. E se for pensar mais a respeito, se fosse a Lucy teria escolhido o Jack pra desposar, e não Arthur. O Jack era mil vezes mais humano.
Preciso escrever porque terminei meu primeiro livro do Jack (Kerouac). Foi tão difícil todas as vezes que tentei, e me sentia burra, e apequenada por isso. Vagabundos Iluminados era o romance certo, e mais precisamente, foi lido na hora certa.
Quando comecei O Livro dos Sonhos e On The Road não entendia nada. Estava submersa na literatura diabólica e mundana do Bukowiski e nas viagens alucinógenas do Burroughs. Achei ingenuamente que o Jack seria tão podre e mesquinho como eles. Porque nessa época, era isso que me agradava. Bem, em qualquer época isso me agrada, mas agora estou aberta pra todo o resto.
Só com “Vagabundos” eu pude entender que o Jack é diferente. Que ele, ao contrário dos outros, acredita na vida, e acredita em vivê-la até o fim, do modo mais nobre possível. Sendo uma pessoa boa e não fazendo mal a ninguém.
É certo que os “Vagabundos” contém muita porcaria zen budista alienada, da qual os outsiders yankees dos anos 50 precisavam pra sobreviver naquela terra ingrata. Mas pra minha felicidade, Jack era muito mais “clássico” do que os outros filósofos alternativos. Lendo aquele monte de linhas e constatações e citações de sutras até me deu vontade de sair correndo pra sanga tibetana mais próxima da minha casa. Mas sei que isso não vai me fazer feliz, porque seria só mais um vazio a percorrer.
O melhor do zen budismo é que ele admite a bebida e a putaria. E é por isso que eu não me “afilio” à religião nenhuma. Simplesmente quero fazer o que me dá vontade, respeitando o que acredito. Acho que vou voltar a me embrenhar nessas leituras. Mal elas não fazem.
Tenho inveja de toda essa liberdade que eles podiam desfrutar no auge da “liberdade americana”. Pedir caronas a torto e direito, dormir num saco de penas de pato em qualquer lugar (principalmente às margens de uma estação de trem), se hospedar em hotéis agradáveis por no máximo cinco dólares...
Pois é, meus amigos bardos, no século XXI, a gente não desfruta desse tipo de escapismo. Logo, nunca seremos totalmente rebeldes, e nem seremos totalmente aceitos. É o mal dos nossos tempos, não há onde se encaixar, senão em si mesmos.
Terminei o livro em alguns minutos. E antes mesmo de chegar aos quatro últimos capítulos já sentia que precisava escrever algo a respeito. Me preparei. Comprei um bom vinho (Seleção nacional de Sauvignon, Merlot e Pinot Noir de 2004), fiz uma refeição leve, e deitei sobre as cobertas enquanto meu filho revia pela enésima vez um filme fofinho da Disney.
Tanto ele notou minha concentração, que foi sentar-se ao meu lado, enciumado do meu ritual livro-vinho-marlboro lights, e me fazer declarações de amor. Após umas duas vezes que ele repetiu essa chantagem eu, cansada de deixar o livro de lado pra enchê-lo de apertos e beijinhos, perguntei se ele queria ouvir o que eu estava lendo. A resposta foi afirmativa, então se seguiu todo um capítulo em voz alta, justamente quando Ray está seguindo pro seu último objetivo, servir à guarda florestal numa montanha isolada nas rochosas de Seattle com o objetivo de isolamento e meditação. O nome da montanha? DESOLATION.
Era cheio de descrições de neve, corredeiras, cervos, lebres e ursos. Não preciso dizer que a criança ficou encantada. Por sorte, não era nenhum capítulo de bacanais greco-romanos contemporâneos que esses ditos zen-budistas promoviam.
O filme então termina. O pequeno foi dormir, não sem antes ouvir uma história do universo dele. Dessas cheias de moral, onde o leão subestima o rato e o rato lhe salva a vida no final. Pertinente para o astral da noite.
Não dá pra recomendar o livro gratuitamente, porque foi uma experiência pessoal. Eu precisava dele e ele (Jack) haveria de chegar a mim nesse momento. Mas posso declarar em brados que ninguém deve viver a vida sem ler ao menos um Kerouac. Cada um vai escolher o seu volume especial e intransferível.
Algumas pessoas ficam furiosas quando eu digo que sublinho livros. Eu adoro sublinhar livros, tenho verdadeira paixão por encontrar os meus grifos quando releio, e perceber como aquilo fez e continua fazendo sentido pra mim. E quando empresto, pessoa que lê se questiona o porquê daquilo. Nesse caso não foi diferente. E essa passagem é de um deleite incomum (mais uma vez, extremamente pessoal):
(...) “Ah meu Deus, sociabilidade é só um grande sorriso e um grande sorriso não passa de um monte de dentes, eu gostaria de simplesmente poder ficar aqui e descansar e ser bom.” Mas alguém me levou um pouco de vinho e me fez entrar no clima. (...)
E numa outra, Jack define tudo que sinto hoje, sem montanhas, sem sutras sagrados e com muito pouca meditação:
(...) Eu estava mais feliz do que estivera durante anos e anos, desde a infância, eu me sentia livre e contente e solitário. (...)
A plenitude de compreender que mesmo solitário, mesmo olhando pros lados e não vendo muitas pessoas, você está feliz. É indizível.
Obrigado, Jack.
*
Ah, eu não conseguiria escrever isso tudo sem um jazz. O jazz é a alma de todo livro, toda escalada, toda beberagem de vinho, toda orgia, toda abstinência, toda trilha e toda escalada. O jazz, sem dúvida, é o único ritmo que te faz subir, subir, subir, em qualquer significado que isso possa ter.
O meu parceiro foi Charles Mingus, com as fundamentais Theme for Lester Young (a propósito, já assistiu Round Midnight? Assista. E quando se acostumar com todos os compassos e pausas dessa música, ofereça um strip tease a alguém), Hora Decubitus, Oh Lord! Don´t let them drop that atomic bomb on me, Open Letter to Duke, Body and Soul...
Aaaaah. Charles já iluminou tantas horas da minha vida que podia escrever sua discografia inteira aqui e comentar canção por canção.
You´re in my world now.
Eu sempre gostei de pronunciar Jack como a Lucy do Bram Stocker´s Dracula. Não me importa o nome da atriz, importa que ela foi uma Lucy abençoada, e pronunciava o nome do Jack da maneira que nem eu teria resistido se fosse um Jack. E se for pensar mais a respeito, se fosse a Lucy teria escolhido o Jack pra desposar, e não Arthur. O Jack era mil vezes mais humano.
Preciso escrever porque terminei meu primeiro livro do Jack (Kerouac). Foi tão difícil todas as vezes que tentei, e me sentia burra, e apequenada por isso. Vagabundos Iluminados era o romance certo, e mais precisamente, foi lido na hora certa.
Quando comecei O Livro dos Sonhos e On The Road não entendia nada. Estava submersa na literatura diabólica e mundana do Bukowiski e nas viagens alucinógenas do Burroughs. Achei ingenuamente que o Jack seria tão podre e mesquinho como eles. Porque nessa época, era isso que me agradava. Bem, em qualquer época isso me agrada, mas agora estou aberta pra todo o resto.
Só com “Vagabundos” eu pude entender que o Jack é diferente. Que ele, ao contrário dos outros, acredita na vida, e acredita em vivê-la até o fim, do modo mais nobre possível. Sendo uma pessoa boa e não fazendo mal a ninguém.
É certo que os “Vagabundos” contém muita porcaria zen budista alienada, da qual os outsiders yankees dos anos 50 precisavam pra sobreviver naquela terra ingrata. Mas pra minha felicidade, Jack era muito mais “clássico” do que os outros filósofos alternativos. Lendo aquele monte de linhas e constatações e citações de sutras até me deu vontade de sair correndo pra sanga tibetana mais próxima da minha casa. Mas sei que isso não vai me fazer feliz, porque seria só mais um vazio a percorrer.
O melhor do zen budismo é que ele admite a bebida e a putaria. E é por isso que eu não me “afilio” à religião nenhuma. Simplesmente quero fazer o que me dá vontade, respeitando o que acredito. Acho que vou voltar a me embrenhar nessas leituras. Mal elas não fazem.
Tenho inveja de toda essa liberdade que eles podiam desfrutar no auge da “liberdade americana”. Pedir caronas a torto e direito, dormir num saco de penas de pato em qualquer lugar (principalmente às margens de uma estação de trem), se hospedar em hotéis agradáveis por no máximo cinco dólares...
Pois é, meus amigos bardos, no século XXI, a gente não desfruta desse tipo de escapismo. Logo, nunca seremos totalmente rebeldes, e nem seremos totalmente aceitos. É o mal dos nossos tempos, não há onde se encaixar, senão em si mesmos.
Terminei o livro em alguns minutos. E antes mesmo de chegar aos quatro últimos capítulos já sentia que precisava escrever algo a respeito. Me preparei. Comprei um bom vinho (Seleção nacional de Sauvignon, Merlot e Pinot Noir de 2004), fiz uma refeição leve, e deitei sobre as cobertas enquanto meu filho revia pela enésima vez um filme fofinho da Disney.
Tanto ele notou minha concentração, que foi sentar-se ao meu lado, enciumado do meu ritual livro-vinho-marlboro lights, e me fazer declarações de amor. Após umas duas vezes que ele repetiu essa chantagem eu, cansada de deixar o livro de lado pra enchê-lo de apertos e beijinhos, perguntei se ele queria ouvir o que eu estava lendo. A resposta foi afirmativa, então se seguiu todo um capítulo em voz alta, justamente quando Ray está seguindo pro seu último objetivo, servir à guarda florestal numa montanha isolada nas rochosas de Seattle com o objetivo de isolamento e meditação. O nome da montanha? DESOLATION.
Era cheio de descrições de neve, corredeiras, cervos, lebres e ursos. Não preciso dizer que a criança ficou encantada. Por sorte, não era nenhum capítulo de bacanais greco-romanos contemporâneos que esses ditos zen-budistas promoviam.
O filme então termina. O pequeno foi dormir, não sem antes ouvir uma história do universo dele. Dessas cheias de moral, onde o leão subestima o rato e o rato lhe salva a vida no final. Pertinente para o astral da noite.
Não dá pra recomendar o livro gratuitamente, porque foi uma experiência pessoal. Eu precisava dele e ele (Jack) haveria de chegar a mim nesse momento. Mas posso declarar em brados que ninguém deve viver a vida sem ler ao menos um Kerouac. Cada um vai escolher o seu volume especial e intransferível.
Algumas pessoas ficam furiosas quando eu digo que sublinho livros. Eu adoro sublinhar livros, tenho verdadeira paixão por encontrar os meus grifos quando releio, e perceber como aquilo fez e continua fazendo sentido pra mim. E quando empresto, pessoa que lê se questiona o porquê daquilo. Nesse caso não foi diferente. E essa passagem é de um deleite incomum (mais uma vez, extremamente pessoal):
(...) “Ah meu Deus, sociabilidade é só um grande sorriso e um grande sorriso não passa de um monte de dentes, eu gostaria de simplesmente poder ficar aqui e descansar e ser bom.” Mas alguém me levou um pouco de vinho e me fez entrar no clima. (...)
E numa outra, Jack define tudo que sinto hoje, sem montanhas, sem sutras sagrados e com muito pouca meditação:
(...) Eu estava mais feliz do que estivera durante anos e anos, desde a infância, eu me sentia livre e contente e solitário. (...)
A plenitude de compreender que mesmo solitário, mesmo olhando pros lados e não vendo muitas pessoas, você está feliz. É indizível.
Obrigado, Jack.
*
Ah, eu não conseguiria escrever isso tudo sem um jazz. O jazz é a alma de todo livro, toda escalada, toda beberagem de vinho, toda orgia, toda abstinência, toda trilha e toda escalada. O jazz, sem dúvida, é o único ritmo que te faz subir, subir, subir, em qualquer significado que isso possa ter.
O meu parceiro foi Charles Mingus, com as fundamentais Theme for Lester Young (a propósito, já assistiu Round Midnight? Assista. E quando se acostumar com todos os compassos e pausas dessa música, ofereça um strip tease a alguém), Hora Decubitus, Oh Lord! Don´t let them drop that atomic bomb on me, Open Letter to Duke, Body and Soul...
Aaaaah. Charles já iluminou tantas horas da minha vida que podia escrever sua discografia inteira aqui e comentar canção por canção.
Boa madrugada a todos os gatos pardos e solitários do mundo.
quarta-feira, novembro 29

resolvi seguir o mestre hoje e fazer uma incursão pelo lado junkie da vida.
consumi o conteúdo de uma latinha de Pringles Hot & Spicy.
em tempo, eu não como salgadinhos industrializados, a não ser castanha de caju, amendoim e pistache.
a Pringles é a coisa mais horrível do mundo, e aquela farinha que eles chamam de tempero, chega a dar nojo. de longe a Rufles Churrasco é superior, mesmo assim escória. o ideal mesmo são Nachos frescos, de restaurantes especializados.
valeu.
terça-feira, novembro 28
Jeff Buckley´s Day
(ou “mais um?”)
Morning theft
And pretender left
Ungrateful
A dureza às vezes acaba. Você se vê esparramada até o meio da tarde sem vontade de fazer nada e ignorando o mundo lá fora. Nem o lixo você consegue botar fora. Percebe a metáfora?
Tem algo preso na garganta que nunca sai, e a gente se ocupa com tudo que for possível pra não lembrar dele. Mas conforme vamos cumprindo as tarefas ele vai se fazendo presente, presente, presente, até que um dia o que sobrou?
Não adianta correr da própria loucura, da tristeza e da solidão. É só se afastar um pouco dos que criam o cenário perfeito da lisergia pra constatar que continua tudo ali.
Por essas e outras que o Jeff me dá a mão nessas horas. Mas eu não vou me afogar. Vou nadar até o horizonte, e depois até o outro, e o outro. A morte não me derruba porque eu não tenho medo dela, e não acho que ela resolva alguma coisa, muito pelo contrário. Só é o status de um perdedor.
Tem muito perdedor no mundo, ninguém vai notar falta de um. E não quero passar sem ser notada.
Ainda não escrevi minha obra prima definitiva.
(alguém já reparou como ele fala o melhor "I Love You" do mundo?)
(ou “mais um?”)
Morning theft
And pretender left
Ungrateful
A dureza às vezes acaba. Você se vê esparramada até o meio da tarde sem vontade de fazer nada e ignorando o mundo lá fora. Nem o lixo você consegue botar fora. Percebe a metáfora?
Tem algo preso na garganta que nunca sai, e a gente se ocupa com tudo que for possível pra não lembrar dele. Mas conforme vamos cumprindo as tarefas ele vai se fazendo presente, presente, presente, até que um dia o que sobrou?
Não adianta correr da própria loucura, da tristeza e da solidão. É só se afastar um pouco dos que criam o cenário perfeito da lisergia pra constatar que continua tudo ali.
Por essas e outras que o Jeff me dá a mão nessas horas. Mas eu não vou me afogar. Vou nadar até o horizonte, e depois até o outro, e o outro. A morte não me derruba porque eu não tenho medo dela, e não acho que ela resolva alguma coisa, muito pelo contrário. Só é o status de um perdedor.
Tem muito perdedor no mundo, ninguém vai notar falta de um. E não quero passar sem ser notada.
Ainda não escrevi minha obra prima definitiva.
(alguém já reparou como ele fala o melhor "I Love You" do mundo?)
sábado, novembro 25

Não sair no fim de semana pode ser bom. Eu só não descobri ainda por que.
Talvez o fim do cansaço justifique, os dias estão lotadíssimos, e de responsabilidades.
Me obrigo a estudar pra última prova do semestre, cultura artística (Renascimento e Barroco). Meu professor é psicopata e faz provas de 35 questões de múltipla escolha. Fácil é? Ahá! Claro que não. Das 35, pelo menos 32 são de imagens, pra classificar de quem é, o título, onde está, de que período e estilo, e por aí vai. Agora definitivamente eu vou virar uma chata das artes (também).
Ficar em casa me faz comer mais e me vestir mal, não agrada. Em contrapartida, estou aqui sentada, quietinha, e rola uma bandinha tocando America no bar da frente e Herbie Hancock no Winamp. Poder da escolha.
Os objetivos pra hoje são: encher os beiços de Brahma Extra, mandar Michelangelo e Caravaggio pra puta que pariu e assistir A Vida de Brian.
*
A imagem: Apolo e Dafne, de Bernini. A história é ótima. Era uma vez Apolo, um deus safado cafajeste que gostava de pegar todas por onde passava. Até conhecer Dafne, uma ninfa baita cú doce que o provocava e provocava e liberar que é bom, nada. Um dia, ela o percebeu pelas redondezas, tirou a roupa e saiu linda, livre e leve e solta pelos campos floridos. Quando capitava o olhar do garanhão, ia até o chão pra sentir o cheirinho do mato, aham. Eis que ele explodiu de tesão acumulado e saiu correndo atrás dela, e ela se picou. O pega-pega durou algumas horas até que, quando Apolo tava quase agarrando a bisca pela cintura, ela apelou. Gritou pro pai, o senhor Peneu, livrá-la daquele praga. O rei, querido, a transformou numa árvore (aqui, há controvérsias, loureiro ou carvalho). Bernini, geniozão, conseguiu captar exatamente o momento de transformação da ninfa. Foda.
quinta-feira, novembro 23
quarta-feira, novembro 22
Hmmm vejamos.
Eu realmente odeio electro, e não é meu odiar corriqueiro, é um ódio sem escrúpulos, sem pudor, deslavado.
Menos “destroy everything you touch” (ladytron), a música da semana. E da minha vida.
Cortei o cabelo, completamente. Chega de parecer mulherzinha demais. Procure a Leeloo d'O Quinto Elemento pra futuras referências da minha franja.
Hoje eu ia tocar numa festa de nome massa, mas não rolou, ficamos conversando de encontros via orkut, e eu perdi feio.
Daí me chapei tudo que não me chapei nos últimos 5 anos.
E roubei o livro da Natacha Merrit do meu amigo, pra futuras necessidades. (por que ela amarra todos os paus e depila todo mundo? ou será que pergunta antes se são depilados? anyway, as fotos só ganham com isso.)
E comi pão com ovo. Tenho fascinação por pão com ovo frito (gema mole) de madrugada. Só funciona pros solteiros, claro.
Tchau, diarinho.
Eu realmente odeio electro, e não é meu odiar corriqueiro, é um ódio sem escrúpulos, sem pudor, deslavado.
Menos “destroy everything you touch” (ladytron), a música da semana. E da minha vida.
Cortei o cabelo, completamente. Chega de parecer mulherzinha demais. Procure a Leeloo d'O Quinto Elemento pra futuras referências da minha franja.
Hoje eu ia tocar numa festa de nome massa, mas não rolou, ficamos conversando de encontros via orkut, e eu perdi feio.
Daí me chapei tudo que não me chapei nos últimos 5 anos.
E roubei o livro da Natacha Merrit do meu amigo, pra futuras necessidades. (por que ela amarra todos os paus e depila todo mundo? ou será que pergunta antes se são depilados? anyway, as fotos só ganham com isso.)
E comi pão com ovo. Tenho fascinação por pão com ovo frito (gema mole) de madrugada. Só funciona pros solteiros, claro.
Tchau, diarinho.
segunda-feira, novembro 20
""Pode crer." A voz saía de algum lugar distante dentro dele, uma vozinha contida e meiga que tinha medo ou não estava com vontade de se afirmar. Eu tinha comprado um queijo três dias antes, na Cidade do México(...)Ele comeu o queijoe tomou o vinho com gosto e gratidão. Fiquei contente. Lembrei-me do verso no Sutra do Diamante que diz: "Pratique a caridade sem ter em mente nenhuma concepção a respeito da caridade, porque a caridade, apesar de tudo, não passa de uma palavra"."
Então, acho que encontrei o primeiro livro do babe* que vou conseguir ler até o final.
*Kerouac - Os Vagabundos Iluminados
Pra quando você estiver me xingando, e já souber ler direito.
É tarde, a gente acabou de brigar porque você não queria limpar o nariz (de novo). Deu tudo certo, agora tu ta aqui roncando, e eu escrevendo no escuro, com a luz do celular, pra tu não ter que soltar meu braço e acordar de novo.
Eu sei que errei em algum ponto por você não conseguir dormir sozinho. Talvez seja pelo fato de que eu nunca consegui também (dei uma boa enganada dos 11 aos 17).
Isso aqui vai ser uma lamentação só, se prepare.
Desculpa por deixar você cair e entortar o dente da frente aos 2 anos, espero que não tenhamos maiores problemas com isso.
Desculpa por ser histérica quando eu brigo. Eu não sei brigar e só faço isso quando precisa muito.
Desculpa por ter deixado você trancado em casa aquele dia que eu desci pra abrir a porta. Você disse “tudo bem” e eu ignorante acreditei.
O que me lembra de me desculpar por te tratar da mesma forma que trato pessoas de 30 anos.
Desculpa por não ser uma “mãe de parque”. Sabe, eu não gosto de rua, ar fresco, essas coisas. Farei o que puder pra compensar com livros, cinema, shopping e fast food.
E música. Bem, tu pode gostar do que quiser, contanto que tu ame.
Desculpa – e essa é a mais doída de hoje, porque você me reclamou igualmente doído – por não conseguir abandonar minha concentração noctívaga, fazer coisas de madrugada e não conseguir ficar acordada pela manhã. Todo dia, quando vou dormir, peço a Deus pra acordar às 9hs, mas o sono, Morfeu filho da puta, me amordaça, me nocauteia, me enche de boletas. São 5.30hs. Eu sei que amanhã vai ser outro dia desses, mas não consigo, não consigo. Me sinto impotente porque sei que isso dificilmente vai mudar. Espero que tu me entenda um dia.
Desculpa se a mãe arranjou uma porra de trabalho que ela ama e perde preciosos fins de semana contigo. Veja, isso sim é temporário. Daqui uns 10 anos, quando você começar a ir pra noite, eu vou estar sentada numa poltrona lendo Finnegan´s Wake*.
Desculpa se eu não consigo cuidar de você, da casa e da minha vida ao mesmo tempo (como a minha mãe fazia, apesar dela ter aberto mão da vida um pouquinho).
Desculpa por botar pessoas na tua vida, que você vai se apegar e, de repente, do nada, nunca mais ver.
Não. Não peço desculpas por isso. Você tem que se acostumar com a impermanência do mundo e das pessoas.
Desculpa pelo cigarro.
Desculpa por te poupar da violência na TV.
Desculpa por não te dar uma família perfeitinha, se eu fizesse isso, seria hipócrita. Mas como a Lilo diz: “é capenga, mas é boa”.
Tudo isso é só pra dizer desculpa pela minha eventual ausência. Eu tento consertar cada tópico desse no dia a dia. Imagine que vários não estão aí porque eu já superei, ou até mesmo nem me dei conta dos próximos.
Desta que nutre o único amor em que acredita.
Mom.
É tarde, a gente acabou de brigar porque você não queria limpar o nariz (de novo). Deu tudo certo, agora tu ta aqui roncando, e eu escrevendo no escuro, com a luz do celular, pra tu não ter que soltar meu braço e acordar de novo.
Eu sei que errei em algum ponto por você não conseguir dormir sozinho. Talvez seja pelo fato de que eu nunca consegui também (dei uma boa enganada dos 11 aos 17).
Isso aqui vai ser uma lamentação só, se prepare.
Desculpa por deixar você cair e entortar o dente da frente aos 2 anos, espero que não tenhamos maiores problemas com isso.
Desculpa por ser histérica quando eu brigo. Eu não sei brigar e só faço isso quando precisa muito.
Desculpa por ter deixado você trancado em casa aquele dia que eu desci pra abrir a porta. Você disse “tudo bem” e eu ignorante acreditei.
O que me lembra de me desculpar por te tratar da mesma forma que trato pessoas de 30 anos.
Desculpa por não ser uma “mãe de parque”. Sabe, eu não gosto de rua, ar fresco, essas coisas. Farei o que puder pra compensar com livros, cinema, shopping e fast food.
E música. Bem, tu pode gostar do que quiser, contanto que tu ame.
Desculpa – e essa é a mais doída de hoje, porque você me reclamou igualmente doído – por não conseguir abandonar minha concentração noctívaga, fazer coisas de madrugada e não conseguir ficar acordada pela manhã. Todo dia, quando vou dormir, peço a Deus pra acordar às 9hs, mas o sono, Morfeu filho da puta, me amordaça, me nocauteia, me enche de boletas. São 5.30hs. Eu sei que amanhã vai ser outro dia desses, mas não consigo, não consigo. Me sinto impotente porque sei que isso dificilmente vai mudar. Espero que tu me entenda um dia.
Desculpa se a mãe arranjou uma porra de trabalho que ela ama e perde preciosos fins de semana contigo. Veja, isso sim é temporário. Daqui uns 10 anos, quando você começar a ir pra noite, eu vou estar sentada numa poltrona lendo Finnegan´s Wake*.
Desculpa se eu não consigo cuidar de você, da casa e da minha vida ao mesmo tempo (como a minha mãe fazia, apesar dela ter aberto mão da vida um pouquinho).
Desculpa por botar pessoas na tua vida, que você vai se apegar e, de repente, do nada, nunca mais ver.
Não. Não peço desculpas por isso. Você tem que se acostumar com a impermanência do mundo e das pessoas.
Desculpa pelo cigarro.
Desculpa por te poupar da violência na TV.
Desculpa por não te dar uma família perfeitinha, se eu fizesse isso, seria hipócrita. Mas como a Lilo diz: “é capenga, mas é boa”.
Tudo isso é só pra dizer desculpa pela minha eventual ausência. Eu tento consertar cada tópico desse no dia a dia. Imagine que vários não estão aí porque eu já superei, ou até mesmo nem me dei conta dos próximos.
Desta que nutre o único amor em que acredita.
Mom.
*eu tenho uma lista de livros que só vou ler depois de velha. esse é um deles.
sábado, novembro 18
uh, los hermanos.
por mais que alguém me ouça falar mal deles, eu vou lá, me escondo num cantinho, e fico chorando.
não consigo evitar, ainda mais com um momento gilete (O vento, Além do que se vê, Último Romance).
afe.
a impressão que eu tenho é que aqui em porto é sempre melhor. pelo menos é o que eles dizem. mas por dizer, muita gente morre na língua.
eu não sei. não foi tão bom quanto das outras vezes, ou tô ficando velha, ou já enjoei das músicas mesmo, excetuando-se as queridas do coração.
faltou uma, até entendo, por ser meio lo fi. mas é minha preferida do 4. sapato novo.
Bem, como vai você?
Levo assim calado de lá tudo que sonhei
um dia
como se a alegria
recolhesse a mão
pra não me alcançar
Poderia até pensar
que foi tudo sonho
ponho meu sapato novo e vou passear
sozinho como der
eu vou até a beira
besteira qualquer
nem choro mais
só levo a saudade morena
é tudo que vale a pena
Na real, essa letra não ilustra nada. A catarse dessa música é a linha melódica. A estrutura é muito parecida com canções medievais. Isso fode, sabe. Fode. Coisa pra quem assistiu Romeu e Julieta do Zefirelli 62937854 vezes, inclusive lembra muito A Time for Us, mas isso é coisa pra neuróticas como eu.
(you tube ilustra tudo: http://www.youtube.com/watch?v=KxxifA2T4Wg)
por mais que alguém me ouça falar mal deles, eu vou lá, me escondo num cantinho, e fico chorando.
não consigo evitar, ainda mais com um momento gilete (O vento, Além do que se vê, Último Romance).
afe.
a impressão que eu tenho é que aqui em porto é sempre melhor. pelo menos é o que eles dizem. mas por dizer, muita gente morre na língua.
eu não sei. não foi tão bom quanto das outras vezes, ou tô ficando velha, ou já enjoei das músicas mesmo, excetuando-se as queridas do coração.
faltou uma, até entendo, por ser meio lo fi. mas é minha preferida do 4. sapato novo.
Bem, como vai você?
Levo assim calado de lá tudo que sonhei
um dia
como se a alegria
recolhesse a mão
pra não me alcançar
Poderia até pensar
que foi tudo sonho
ponho meu sapato novo e vou passear
sozinho como der
eu vou até a beira
besteira qualquer
nem choro mais
só levo a saudade morena
é tudo que vale a pena
Na real, essa letra não ilustra nada. A catarse dessa música é a linha melódica. A estrutura é muito parecida com canções medievais. Isso fode, sabe. Fode. Coisa pra quem assistiu Romeu e Julieta do Zefirelli 62937854 vezes, inclusive lembra muito A Time for Us, mas isso é coisa pra neuróticas como eu.
(you tube ilustra tudo: http://www.youtube.com/watch?v=KxxifA2T4Wg)
quinta-feira, novembro 16
Socorra - parte 28573687
Como diria Daniel Gildenlöw, “nós sempre seremos muito mais humanos do que desejamos ser”. Então, a gente premedita toda uma situação, e ela vem toda embolada e nebulosa e te apaga e nada do que foi planejado funcionou. Pior do que isso é não decidir qual foi o erro, existem dois possíveis. Sempre existem duas alternativas, Sr. Hyde. Em qualquer uma das duas, o resultado não é favorável, ou seja, são dois lados de um mesmo “monstro”, enquanto o médico nem sabe aonde foi parar.
Não dá pra ser racional por muito tempo. O tempo é curto. A efemeridade é um fato. E lidar com várias pessoas irracionais ao mesmo tempo dá nisso.
Mas tem aquele zumbido que a gente tem que ouvir sempre, independente do resultado. I got to make a change blues, da Memphis Minnie. É forte, pungente e tem poucas palavras.
Now, listen good women
Will you take my advice?
Don´t ever love a man
Coz' he talks sweet at nite
Como diria Daniel Gildenlöw, “nós sempre seremos muito mais humanos do que desejamos ser”. Então, a gente premedita toda uma situação, e ela vem toda embolada e nebulosa e te apaga e nada do que foi planejado funcionou. Pior do que isso é não decidir qual foi o erro, existem dois possíveis. Sempre existem duas alternativas, Sr. Hyde. Em qualquer uma das duas, o resultado não é favorável, ou seja, são dois lados de um mesmo “monstro”, enquanto o médico nem sabe aonde foi parar.
Não dá pra ser racional por muito tempo. O tempo é curto. A efemeridade é um fato. E lidar com várias pessoas irracionais ao mesmo tempo dá nisso.
Mas tem aquele zumbido que a gente tem que ouvir sempre, independente do resultado. I got to make a change blues, da Memphis Minnie. É forte, pungente e tem poucas palavras.
Now, listen good women
Will you take my advice?
Don´t ever love a man
Coz' he talks sweet at nite
quarta-feira, novembro 15
ele tá bem encaminhado. a gente sabe que ele tá bem encaminhado quando sai rebolando pela casa cantarolando "você foi mó rata comigo, você foi mó rata comigo..."
aproveitar o dia de citações pra outra obra de arte. arrasa caê..
com você eu tenho medo de me apaixonar
eu tenho medo de não me apaixonar
tenho medo dele, tenho medo dela
os dois juntos onde eu não podia entrar
com você eu tenho mesmo de me conformar
eu tenho mesmo de não me conformar
sexo heterodoxo, lapsos de desejo
quando eu vejo o céu desaba sobre nós
mucosa roxa, peito cor de rola
seu beijo, seu texto, seu queixo, seu pêlo,
sua coxa
menina deusa urbana, neta do sol
eu sou você e os meus rivais.
sou só
aproveitar o dia de citações pra outra obra de arte. arrasa caê..
com você eu tenho medo de me apaixonar
eu tenho medo de não me apaixonar
tenho medo dele, tenho medo dela
os dois juntos onde eu não podia entrar
com você eu tenho mesmo de me conformar
eu tenho mesmo de não me conformar
sexo heterodoxo, lapsos de desejo
quando eu vejo o céu desaba sobre nós
mucosa roxa, peito cor de rola
seu beijo, seu texto, seu queixo, seu pêlo,
sua coxa
menina deusa urbana, neta do sol
eu sou você e os meus rivais.
sou só
You move on up, you move on back
Your laser love is like a heart attack
(laser love - marc bolan)
Laser Love está nas paradas por mais de um mês já, eu e Marc estamos nos amando mais do que nunca.
O status da turnê é: acabada. Definitivamente descobri que não posso ser rock star. Essa coisa de passar 5 dias sem dormir, bebendo "às ganha" sem nem sempre saber o que se fez no dia anterior é complicado. Fora os ouvidos...tenho cada vez mais medo de fazer audiometria. Mais tarde faço um diário de bordo, do que eu lembro, claro.
Vão rolar outras, mas com patrocínio, otherwise eu serei presa por roubo a banco, em breve.
**
Hoje parece domingo, física e emocionalmente, um domingo. E o pior calor da semana, deve estar uns 63 graus lá fora.
Amanhã volta tudo ao normal, com o plus de um show do Los Hermanos pra futuras necessidades. Fora show do Ecos Falsos e discotecagem dupla no sábado. Pergunte aí: Daniela, e seu filho, como vai?
É complicado, mas parece que eu realmente estou tendo que tirar meu sustento da noite. E ele tá tendo que entender. Um dia ele vai se orgulhar.
**
No mais cabeça revirada. Coragem, Dani Hyde. E como diz meu amigo:
The truth is like a stranger
Be like you could
All my friends say.
(summer deep - marc e seu bongôzinho)
Pra terminar a chupação de bolas do bolan (uh, péssima), mais uma jóia do Você Entuba, a música que termina TODAS as Róque Town (sem excessões, há quase dois anos).
http://www.youtube.com/watch?v=aOh4ebd4Kvs
Your laser love is like a heart attack
(laser love - marc bolan)
Laser Love está nas paradas por mais de um mês já, eu e Marc estamos nos amando mais do que nunca.
O status da turnê é: acabada. Definitivamente descobri que não posso ser rock star. Essa coisa de passar 5 dias sem dormir, bebendo "às ganha" sem nem sempre saber o que se fez no dia anterior é complicado. Fora os ouvidos...tenho cada vez mais medo de fazer audiometria. Mais tarde faço um diário de bordo, do que eu lembro, claro.
Vão rolar outras, mas com patrocínio, otherwise eu serei presa por roubo a banco, em breve.
**
Hoje parece domingo, física e emocionalmente, um domingo. E o pior calor da semana, deve estar uns 63 graus lá fora.
Amanhã volta tudo ao normal, com o plus de um show do Los Hermanos pra futuras necessidades. Fora show do Ecos Falsos e discotecagem dupla no sábado. Pergunte aí: Daniela, e seu filho, como vai?
É complicado, mas parece que eu realmente estou tendo que tirar meu sustento da noite. E ele tá tendo que entender. Um dia ele vai se orgulhar.
**
No mais cabeça revirada. Coragem, Dani Hyde. E como diz meu amigo:
The truth is like a stranger
Be like you could
All my friends say.
(summer deep - marc e seu bongôzinho)
Pra terminar a chupação de bolas do bolan (uh, péssima), mais uma jóia do Você Entuba, a música que termina TODAS as Róque Town (sem excessões, há quase dois anos).
http://www.youtube.com/watch?v=aOh4ebd4Kvs
quinta-feira, novembro 9
In love with a mask.
Me arrebento de raiva quando assisto em DVD algo que deveria ter visto no cinema. É o caso de V for Vendetta (V de Vingança). Eu sabia que tinha que ser no cinema, eu lembro do dia que vi o cartaz no cinema pela primeira vez, foi em São Paulo no início do ano.
Enfim, só assisti agora. Sem dúvida o filme mais perfeito do ano, senão pra todos, pra mim. Reunindo todas as coisas que prezo numa película, fundamentação e projeções históricas, problemática psicológica dos personagens, londres, cultura pop, romance, londres, takes absurdamente inteligentes (você “enxerga todas as expressões do V. só com a iluminação usada) e claro, londres, de ontem, hoje e amanhã. A “Amídala” tá um pouco over, mas ela pode.
Meu conhecimento em HQ´s é parco, e o pouco que há veio dos nerds que me rodeiam (principalmente o Sr. Boris e o Sr. Zarpelon). Nunca li o Vendetta, mas concluo que é o que eu mais gosto, vou procurar entrar nesse mundo pra ver se ele me entende como no filme. Veja, ele me entende, ele mora na casa que um dia eu terei, com as coisas expostas do jeito que estão.
Me arrebento de raiva quando assisto em DVD algo que deveria ter visto no cinema. É o caso de V for Vendetta (V de Vingança). Eu sabia que tinha que ser no cinema, eu lembro do dia que vi o cartaz no cinema pela primeira vez, foi em São Paulo no início do ano.
Enfim, só assisti agora. Sem dúvida o filme mais perfeito do ano, senão pra todos, pra mim. Reunindo todas as coisas que prezo numa película, fundamentação e projeções históricas, problemática psicológica dos personagens, londres, cultura pop, romance, londres, takes absurdamente inteligentes (você “enxerga todas as expressões do V. só com a iluminação usada) e claro, londres, de ontem, hoje e amanhã. A “Amídala” tá um pouco over, mas ela pode.
Meu conhecimento em HQ´s é parco, e o pouco que há veio dos nerds que me rodeiam (principalmente o Sr. Boris e o Sr. Zarpelon). Nunca li o Vendetta, mas concluo que é o que eu mais gosto, vou procurar entrar nesse mundo pra ver se ele me entende como no filme. Veja, ele me entende, ele mora na casa que um dia eu terei, com as coisas expostas do jeito que estão.
E a best feature: seguindo a linha de Batman, ele não tem REAIS super poderes, ou melhor, sim, os seus poderes são reais, de fato. Mas ele supera o Batman, primeiro porque mora em Londres, segundo porque é muito mais inteligente e não tem aquela coisa imediatista, de salvar alguém de hora em hora, o objetivo é salvar a liberdade, foda-se se ele se apaixona no meio do caminho.
*cai uma lágrima*
É muito fácil se apaixonar por ele. Estou entregue. E achei genial a sacada dos Wachowski de não ................... .
Bizarro é que justamente hoje um profile fake do V. me adicionou no orkut. A Assistência Divina chegou ao orkut, pense.
***
Estou pesquisando sobre a trilha de Sumé. O advento Zefirina Bomba ("A Outra Trilha de Sumé" - Noisecoregrovecocoenvenenado) e Zé Ramalho (o álbum com Lula Côrtes, Paêbiru) me fizeram cair de interesse por isso de novo.
*cai uma lágrima*
É muito fácil se apaixonar por ele. Estou entregue. E achei genial a sacada dos Wachowski de não ................... .
Bizarro é que justamente hoje um profile fake do V. me adicionou no orkut. A Assistência Divina chegou ao orkut, pense.
***
Estou pesquisando sobre a trilha de Sumé. O advento Zefirina Bomba ("A Outra Trilha de Sumé" - Noisecoregrovecocoenvenenado) e Zé Ramalho (o álbum com Lula Côrtes, Paêbiru) me fizeram cair de interesse por isso de novo.
O fato é que já conhecia a história do Paêbiru (ou Peabiru, whatever) superficialmente. Mas lendo a respeito descobri coisas muito mais relativas a mim do que imaginava. Primeiro que o caminho transcontinental é considerado pela maioria dos especialistas uma ramificação viária das estradas incaicas. Segundo que duas partes delas convergem em Paranapanema, que é a cidade natal da minha vó, da minha bisavó, e da minha tataravó, esta última uma índia pura.
Grandes possibilidades de uma pesquisa sobre o tema se tornar meu primeiro projeto de pesquisa arqueológica.
Se descobrir que tenho descendência Inca me mudo pra Cuzco amanhã.
***
Já ouviu o Cê, do Caê? É foda. E o Lúcio foi “mó rato comigo” ao revelar que Caê está cantando as minhas duas músicas preferidas do Transa, “You Don´t Know Me” e “Nine Out of Ten”. Pagarei milhões de reais por um ingresso desse show.
Grandes possibilidades de uma pesquisa sobre o tema se tornar meu primeiro projeto de pesquisa arqueológica.
Se descobrir que tenho descendência Inca me mudo pra Cuzco amanhã.
***
Já ouviu o Cê, do Caê? É foda. E o Lúcio foi “mó rato comigo” ao revelar que Caê está cantando as minhas duas músicas preferidas do Transa, “You Don´t Know Me” e “Nine Out of Ten”. Pagarei milhões de reais por um ingresso desse show.
domingo, novembro 5
Guillemots sempre arrasando...é tão bom apostar certo.
Bad Boyfriend - uma obra de arte sonora.
You’ve got your own girlfriend, so why you gotta look at me for?
You’ve got your own girlfriend, so are you looking at me for?
You’ve got your own girlfriend, so why you gotta look at me for?
I suggest you get your shit and get out of my way
You’ve got your own girlfriend, so why you gotta look at me for?
You’ve got your own girlfriend, so are you looking at me for?
You’ve got your own girlfriend, so why you gotta look at me for?
I suggest you get your shit and get out of my way
You say you look, you look, you look, look at me
You say you look, you look, you look, look at me
You say you look, you look, you look, look at me
Welcome to the jazz cave
Tonight we have
Double bass
Drums
Guitar
Piano
And saxophone, for your pleasure
Everyone welcome
Enjoy
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
Your face, it looks like death
Looks like
I, I, I
I know you
I don’t wanna know
You are everything
And the pan, and the pan, and the pan, and the pan
(Sex, sex, sex, sex, sex...)
On my knees
Fighting for you
I don’t have a very interesting life
(Sex, sex, sex, sex, sex...)
Oh, yeah
- I like sex
- I like sex more than you like sex
- I like sex in forests
- I bet you I like sex more than you
- I like sex in coal mines
- I like sex in car parks
- I like sex
- Where?
- Everywhere
- In a recording studio?
- Anything
- In the mixing booth?
- Anywhere
- I don’t really mind
- I like sex
- I don’t mind
- I don’t mind
- I do it all the time
- I do it all the time
- Anywhere you want
And it’s always good when you do it in the open air.
Bad Boyfriend - uma obra de arte sonora.
You’ve got your own girlfriend, so why you gotta look at me for?
You’ve got your own girlfriend, so are you looking at me for?
You’ve got your own girlfriend, so why you gotta look at me for?
I suggest you get your shit and get out of my way
You’ve got your own girlfriend, so why you gotta look at me for?
You’ve got your own girlfriend, so are you looking at me for?
You’ve got your own girlfriend, so why you gotta look at me for?
I suggest you get your shit and get out of my way
You say you look, you look, you look, look at me
You say you look, you look, you look, look at me
You say you look, you look, you look, look at me
Welcome to the jazz cave
Tonight we have
Double bass
Drums
Guitar
Piano
And saxophone, for your pleasure
Everyone welcome
Enjoy
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
You got me saying, you got me saying
You got me saying things I’ve never said before
Your face, it looks like death
Looks like
I, I, I
I know you
I don’t wanna know
You are everything
And the pan, and the pan, and the pan, and the pan
(Sex, sex, sex, sex, sex...)
On my knees
Fighting for you
I don’t have a very interesting life
(Sex, sex, sex, sex, sex...)
Oh, yeah
- I like sex
- I like sex more than you like sex
- I like sex in forests
- I bet you I like sex more than you
- I like sex in coal mines
- I like sex in car parks
- I like sex
- Where?
- Everywhere
- In a recording studio?
- Anything
- In the mixing booth?
- Anywhere
- I don’t really mind
- I like sex
- I don’t mind
- I don’t mind
- I do it all the time
- I do it all the time
- Anywhere you want
And it’s always good when you do it in the open air.
sexta-feira, novembro 3

são 5 da manhã e pra variar eu tô com insônia e começando a ficar bêbada e contando as putarias incontáveis com um velho amigo e por sugestão dele resolvi ouvir o Outside depois de muito tempo.
penso: "mas esse álbum merece um conto!". lembro: "mas eu FIZ um conto desse álbum!".
ok, pra quem conhece, o Outside vem com um conto do próprio Deus no encarte , inacabado, e que provavelmente nunca leremos o final. estava lembrando ao meu colega que comprei o Outside na saída do último dia de vestibular da Federal, quando sabia que não ia dar mais, que já era. daí comprei um cd do david bowie, meu band aid eterno. cheguei em casa, almocei, botei o cd, deitei no sofá com o encarte e começou uma viagem sem volta. na verdade a viagem começou quando assisti Labirinto com 7 anos, mas foi aí que ela foi retomada.
O "Quando o amor passa por tua aorta" é um dos meus preferidos, ingênuo, reconheço hoje, mas magnífico. Estou com muita vontade de voltar aos contos, e de repente publicar, incluindo os 3,4 que tem aí pelo blog. E o nome certamente vai ser uma homenagem ao Oscar.
Uma Esfinge Sem Segredos.
já tá amanhecendo....hate it.
ouvindo: the voyeur of utter destruction (obra prima do disco)
quinta-feira, novembro 2
quarta-feira, novembro 1
Já que isso aqui virou o "muralzinho da Dani Hyde" vamos lá:
A pesquisa sobre o século XIX me rendeu muitas descobertas e alegrias, principalmente (duh) na literatura. Eu já falei que amo estudar História hoje?
Contos Imperdíveis:
Charles Dickens: The Black Veil
Retrato falado da Londres oitocentista e uma narrativa "chorável".
Wilkie Collins: The Story of a Terribly Strange Bed
Porque os ingleses só se fodem em Paris.
H.G. Wells: The Stolen Bacillus
De que ano é isso mesmo? 2010?
Oscar Wilde : The Sphinx Without a Secret
O Profeta. Ponto.
Bram Stocker: The Judge´s House
Buuuu. Não a toa ele edificou minha vida. Nem só de vampiros viveu Bram Stocker.
Guy de Maupassant: The Necklace
Vai nêga, quer ser mulherzinha? Então toma!
Anton Chekov: The Kiss
(L)
p.s.- não sei se é possível encontrá-los em português, mas digo de antemão que não vale a pena, a forma que esse povo escrevia é "intraduzível" (ok, o francês e o russo me faltaram nesse momento, mas a edição que eu li traz um inglês clássico, o que dá todo um "chalme" - até porque, a melhor língua do mundo é a anglo-saxônica).
A pesquisa sobre o século XIX me rendeu muitas descobertas e alegrias, principalmente (duh) na literatura. Eu já falei que amo estudar História hoje?
Contos Imperdíveis:
Charles Dickens: The Black Veil
Retrato falado da Londres oitocentista e uma narrativa "chorável".
Wilkie Collins: The Story of a Terribly Strange Bed
Porque os ingleses só se fodem em Paris.
H.G. Wells: The Stolen Bacillus
De que ano é isso mesmo? 2010?
Oscar Wilde : The Sphinx Without a Secret
O Profeta. Ponto.
Bram Stocker: The Judge´s House
Buuuu. Não a toa ele edificou minha vida. Nem só de vampiros viveu Bram Stocker.
Guy de Maupassant: The Necklace
Vai nêga, quer ser mulherzinha? Então toma!
Anton Chekov: The Kiss
(L)
p.s.- não sei se é possível encontrá-los em português, mas digo de antemão que não vale a pena, a forma que esse povo escrevia é "intraduzível" (ok, o francês e o russo me faltaram nesse momento, mas a edição que eu li traz um inglês clássico, o que dá todo um "chalme" - até porque, a melhor língua do mundo é a anglo-saxônica).
terça-feira, outubro 31

There are few who deny, at what I do I am the best
For my talents are knowned far and wide
When it comes to surprises in the moonlit night
I excel without ever even trying
With the slightest little effort of my ghostlike charms
I have see grown men give out a shriek
With a wave of my hand and a well-placed moan
I have swept the very bravest off their feet
(Jack)
terça-feira, outubro 24
Foi num dia Zona Sul, de muito sol e muita luz.....
Utilidade pública e necessária
Depois de buscas incessantes, ontem a "senhôura rede bobo" passou, despretensionsamente na madrugada, um filme magnífico chamado Marcelo Zona Sul.
Stephan Nercessian e Françoise Fourton em suas melhores atuações, ever.
Mas eu me apaixonei mesmo pelo filme foi através da trilha sonora, toda do Liverpool, primeira banda de rock do Rio Grande do Sul.
Quero ver quem consegue resistir à Renata, "mini-saia, mini-rosto, mini-blusa, mini-idéia...".
Wilde , eterno amor e profeta do semestre.
The Harlot´s House
(...)
Sometimes a clockwork puppet pressed
A phantom lover to her breast
Sometimes they seemed to try to sing
Sometimes a horrible marionette
Came out, and smoked its cigarrette
Upon the steps like a live thing
Then, turning to my love, I said
"The dead are dancing with the dead
The dust is whirling with the dust"
But she - she heard the violin
And left my side, and entered in
Love passed into the house of lust
Then suddenly the tune went false
The dancers wearied of the waltz
The shadows ceased to wheel and whirl
And down the long and silent street
The dawn, with silver-sandalled feet
Crept like a frightened girl
The Harlot´s House
(...)
Sometimes a clockwork puppet pressed
A phantom lover to her breast
Sometimes they seemed to try to sing
Sometimes a horrible marionette
Came out, and smoked its cigarrette
Upon the steps like a live thing
Then, turning to my love, I said
"The dead are dancing with the dead
The dust is whirling with the dust"
But she - she heard the violin
And left my side, and entered in
Love passed into the house of lust
Then suddenly the tune went false
The dancers wearied of the waltz
The shadows ceased to wheel and whirl
And down the long and silent street
The dawn, with silver-sandalled feet
Crept like a frightened girl
segunda-feira, outubro 2
Momento "ao mestre, com carinho"Nosso Nosferatu contemporâneo. Ele usa no crachá um telefone de emergência, caso tenha um piripaque no meio dos corredores da Academia. Uma imagem encantadora, a do nosso ancião.
Como nos velhos tempos, poder ouvir a História contada na sua forma original, através da oralidade, da expressão, das curiosidades mais deliciosas. Sem essa de bibliografias, embasamento teórico. Exatamente do jeito que você não esquece nunca mais.
Olhando pra ele agora, emocionado contando do avô que trouxe o primeiro cinematógrafo pro RS, e que o pai viu Sarah Bernhardt, linda, nos palcos como Medéia, porém num cineminha de garagem. Eu fico reivindicando aos deuses: não me deixem esquecer, não me deixem.
Já estudei a Revolução Francesa. De trás pra frente, de ponta cabeça, debaixo do saiote e da plataforma da “guillotine”. Mas é esse senhor com um nome americano, um espanhol, e um italiano, que me conta agora que a 5ª Sinfonia de Bethoven foi “dedicada a Napoleão Bonaparte, o herói da Liberdade”, e que mais tarde, quando da ascensão do Império, o gênio alemão riscou de próprio punho a dedicatória na partitura e a renomeou “A Heróica”. Não sei se gosto mais do Napoleão ou de Ludwig.
Depois o velhinho divagou sobre a Divina Comédia, melhor do que o próprio Dante, e se emocionou de novo ao revelar os dizeres do túmulo do grande homem florentino, que descansa exilado em Ravena: “Pátria Ingrata! Nunca terá meus ossos!”.
Olhando pra ele agora, esse tal de Mestre Harry Rodrigues Bellomo, eu tenho a certeza de que só o conhecimento e a memória salvam a humanidade, tal qual a noção do nosso lugar no universo.
E veja, isso é uma aula de Projeto de Pesquisa I (Fotografias e Gravuras)
Cada vez mais, me inclino a tornar esse blog um diário de fato. Vai ser de muito mais valia para quem estiver procurando descobrir as coisas do “meu tempo”. E pra mim também, em alguns anos.
Não me deixe esquecer, não me deixe.
(a gravura acima, é de Gustave Doré, minha observação: foda)
sexta-feira, setembro 29
"das coisas que só acontecem em porto alegre - parte N" (N porque eu não lembro quantas vezes já usei esse título)
ou ainda, "sim, tu continua sendo assistida, otária"
liguei pra duas pessoas pra jantar comigo, não resultou em fato consumado (os amigos maguarys não comecem a chorar, busquei pelos viventes que moram perto daonde estava).
então a pessoa segue pro McDonalds mais próximo, comer a oitava maravilha do mundo que é o McNífico Bacon.
sentadinha no canto mais canto possível, começo a prestar atenção no som, e espera - essa já é a segunda música do Nirvana que tá tocando.
pera! tá tocando o Nevermind inteiro! no Mc Donalds da rua mais patriciosa da cidade.
fiquei lá escutando...acabou meu lanche, me obriguei a comprar a outra maravilha, a versão plebéia do cheese cake de amora que eu amo tanto, um "sãndei". e foi uma calda generosa, tinham 12 frutinhas (eu contei)
(dá-lhe pancinha. é pra isso que a gente faz 1000 abdominais por semana..)
a amora não é uma fruta pra qualquer um, tem aquelas sementinhas que incomodam. mas o gosto no final é sempre uma satisfação. chega a me dar uma certa ânsia ao engolir, é tipo hummm deixa pra lá.
Nevermind! Nevermind! Viu, Daniela, é a palavra de ordem. Não é pra ficar lembrando, é pra ficar esquecendo.
segunda-feira, setembro 25
Decidido
-meu irmão vai pra SP
-estraga a lava louça
-queima a resistência do chuveiro
-a cidade está um lixo eleitoral
-Mano Changes é candidato a deputado estadual
-o carro de som do TURRA acompanhou TODO o percurso do D43
-o da Manuela TODO o percurso do T9
-minha caixa de correio (física) possuía 17 santinhos hoje e nenhuma correspondência.
Votarei NULO. Independente de surtir efeito ou não.
God Save the Queen Victoria. Pelo menos ela botava ordem no galinheiro.
"It was the best of times, it was the worst of times, it was the age of wisdom, it was the age of foolishness, it was the epoch of belief, it was the epoch of incredulity, it was the season of Light, it was the season of Darkness, it was the spring of hope, it was the winter of despair, we had everything before us, we had nothing before us, we were all direct to heaven, we were all going direct the other way."
Charles Dickens, "A Tale of Two Cities", e o MELHOR parágrafo inicial já lido na minha vida (desde SENHORA), que não durou ainda nem a primeira fase da era vitoriana.
Definitivamente, eu sou do século XIX e caí de pára-quedas na ridícula década de 80 do XX.
-meu irmão vai pra SP
-estraga a lava louça
-queima a resistência do chuveiro
-a cidade está um lixo eleitoral
-Mano Changes é candidato a deputado estadual
-o carro de som do TURRA acompanhou TODO o percurso do D43
-o da Manuela TODO o percurso do T9
-minha caixa de correio (física) possuía 17 santinhos hoje e nenhuma correspondência.
Votarei NULO. Independente de surtir efeito ou não.
God Save the Queen Victoria. Pelo menos ela botava ordem no galinheiro.
"It was the best of times, it was the worst of times, it was the age of wisdom, it was the age of foolishness, it was the epoch of belief, it was the epoch of incredulity, it was the season of Light, it was the season of Darkness, it was the spring of hope, it was the winter of despair, we had everything before us, we had nothing before us, we were all direct to heaven, we were all going direct the other way."
Charles Dickens, "A Tale of Two Cities", e o MELHOR parágrafo inicial já lido na minha vida (desde SENHORA), que não durou ainda nem a primeira fase da era vitoriana.
Definitivamente, eu sou do século XIX e caí de pára-quedas na ridícula década de 80 do XX.
sexta-feira, setembro 22
quinta-feira, setembro 21
seeking patton
O vocalista do Pilot chama-se David PATON.
Não conhece Pilot?
Então corra e ouça, pelamordedeus.
Argento´s Syndrome
A trilha do Goblin pra Suspiria é a primeira obra instrumental que ouvi inteira e no "repeat everlast" em toda minha vida. Penso seriamente em degustar a mesma com alguns aditivos.
Por falar nisso, o II Festival de Cinema Fantástico está chegando, vai homenagear o véio Zé que agora tira roupa em palestras, e vai ter uma festa de abertura digna do adjetivo ilustrativo. Na sexta feira 13, claro.
Aguardem. Outubro. It´s a gas.
*
obs: não resisto. a cena clássica http://www.youtube.com/watch?v=xv_jz_MjU6Y
O vocalista do Pilot chama-se David PATON.
Não conhece Pilot?
Então corra e ouça, pelamordedeus.
Argento´s Syndrome
A trilha do Goblin pra Suspiria é a primeira obra instrumental que ouvi inteira e no "repeat everlast" em toda minha vida. Penso seriamente em degustar a mesma com alguns aditivos.
Por falar nisso, o II Festival de Cinema Fantástico está chegando, vai homenagear o véio Zé que agora tira roupa em palestras, e vai ter uma festa de abertura digna do adjetivo ilustrativo. Na sexta feira 13, claro.
Aguardem. Outubro. It´s a gas.
*
obs: não resisto. a cena clássica http://www.youtube.com/watch?v=xv_jz_MjU6Y
terça-feira, setembro 19
e aí? tudo bem?
você lê blogs?
então faça-me o favor de ouvir dessa vez.
quero voltar para o planeta terra
- latino america
- brasil
- rio grande do sul
- porto alegre.
essa vida extra-terrestre é peculiar demais pra alguém com vícios tão mundanos.
pela atenção, obrigada.
(fale aí, Violetita)
Cuando será ese cuando, señor fiscal
que la América sea solo un pilar
Cuando será ese cuando, señor fiscal
solo un pilar ay si, y una bandera
que terminen los ruidos en la frontera
por un puñao de tierra no quiero guerra.
você lê blogs?
então faça-me o favor de ouvir dessa vez.
quero voltar para o planeta terra
- latino america
- brasil
- rio grande do sul
- porto alegre.
essa vida extra-terrestre é peculiar demais pra alguém com vícios tão mundanos.
pela atenção, obrigada.
(fale aí, Violetita)
Cuando será ese cuando, señor fiscal
que la América sea solo un pilar
Cuando será ese cuando, señor fiscal
solo un pilar ay si, y una bandera
que terminen los ruidos en la frontera
por un puñao de tierra no quiero guerra.
segunda-feira, setembro 18
pimping patton (ainda)
e pra completar eles abrem o show com Desperate Situation do Marvin Gaye.
nós só não casamos porque não fomos apresentados, tenho certeza.
e pra completar eles abrem o show com Desperate Situation do Marvin Gaye.
nós só não casamos porque não fomos apresentados, tenho certeza.
sábado, setembro 16

"estribilho"
Dani Hyde diz:
que pentagrama?
Cecilia Ribeiro diz:
as primeiras notas da musica O Vencedor
Dani Hyde diz:
partitura
Dani Hyde diz:
pentagrama é isso:
Dani Hyde escreve:
*desenha*
Cecilia Ribeiro diz:
É não precisa ser as primeiras notas, do estribilho sei lá
Cecilia Ribeiro diz:
que tenha uma clave pra ficar mais legal
Cecilia Ribeiro diz:
mas as cinco linhas não se chama pentagrama?
Dani Hyde diz:
a clave tem que ter
Dani Hyde diz:
vou fazer uma aqui
Cecilia Ribeiro diz:
Estou com muitas saudades. Amo vocês! bjs
Dani Hyde diz:
eu tbm
Dani Hyde diz:
beijo mãe
Cecilia Ribeiro diz:
tchau
Dani Hyde diz:
tchau
*
e daí a pessoa empaca no Encore porque não sabe usar. alguém me dá um papel?
sexta-feira, setembro 15
I wanna livewith a cinnamon girl
I could be happythe rest of my life
With a cinnamon girl.
A dreamer of pictures
I run in the night
You see us together,chasing the moonlight,
My cinnamon girl.
Ten silver saxes,a bass with a bow
The drummer relaxes
and waits between shows
For his cinnamon girl.
A dreamer of pictures
I run in the night
You see us together,chasing the moonlight,
My cinnamon girl.
Pa sent me money now
I'm gonna make it somehow
I need another chance
You see your baby loves to dance
Yeah...yeah...yeah.
I could be happythe rest of my life
With a cinnamon girl.
A dreamer of pictures
I run in the night
You see us together,chasing the moonlight,
My cinnamon girl.
Ten silver saxes,a bass with a bow
The drummer relaxes
and waits between shows
For his cinnamon girl.
A dreamer of pictures
I run in the night
You see us together,chasing the moonlight,
My cinnamon girl.
Pa sent me money now
I'm gonna make it somehow
I need another chance
You see your baby loves to dance
Yeah...yeah...yeah.

Eu tava bem quietinha lendo as notícias do mundo indie, e me deparei com uma entrevista com o Mike Patton, falando do Peeping Tom, o novo trabalho do meu Frank Zappa contemporâneo.
Não tinha ouvido ainda. Na últimas horas já baixei o álbum, o EP, algumas apresentações ao vivo e morri no You Tube. Fora isso AQUI que simplesmente descreve todo o meu sofrimento nos últimos anos.
Obrigada senhor Zeus, por me enfiar dentro “de” Olympia no dia 21 de setembro de 1991.
Tim Festival? Motomix?
Não. Eu vou esperar por ele. O homem que mudou minha vida.
(Contudo, em breve, Róque Town Tour on fire)
Absolutamente feliz.
Obrigada senhor Zeus, por me enfiar dentro “de” Olympia no dia 21 de setembro de 1991.
Tim Festival? Motomix?
Não. Eu vou esperar por ele. O homem que mudou minha vida.
(Contudo, em breve, Róque Town Tour on fire)
Absolutamente feliz.
terça-feira, setembro 12
Quem me conta uma grande história do 11 de setembro?
No primeiro aniversário da mega produção “óliudiana” de Bin Laden rolou aqui em porto alegre um esquema assim (não lembro o nome, claro): as pessoas deveriam escolher um livro, dedicá-lo e largar em algum lugar público da cidade.
Eu achei muito lindo esse ato. Fui lá e levei meu Fernão Capelo Gaivota * pra alguém pegar. CAMINHEI meia cidade pra achar um lugar ideal. E nunca que encontrava. Não encontrei nenhum livro pra mim, acho que cheguei tarde, me deu uma certa inveja dos transeuntes abrindo seus livros anônimos. Mas não desisti.
E aí me veio a luz. Fui até a Casa de Cultura Mário Quintana, e larguei o Fernãozinho numa mesa, no mezanino acima da sala do memorial do bardo.
Mal virei as costas e uma menina pegou, e ainda me sorriu. Foi massa.
Pergunte se eu lembrei de fazer isso nos anos que se seguiram...
No primeiro aniversário da mega produção “óliudiana” de Bin Laden rolou aqui em porto alegre um esquema assim (não lembro o nome, claro): as pessoas deveriam escolher um livro, dedicá-lo e largar em algum lugar público da cidade.
Eu achei muito lindo esse ato. Fui lá e levei meu Fernão Capelo Gaivota * pra alguém pegar. CAMINHEI meia cidade pra achar um lugar ideal. E nunca que encontrava. Não encontrei nenhum livro pra mim, acho que cheguei tarde, me deu uma certa inveja dos transeuntes abrindo seus livros anônimos. Mas não desisti.
E aí me veio a luz. Fui até a Casa de Cultura Mário Quintana, e larguei o Fernãozinho numa mesa, no mezanino acima da sala do memorial do bardo.
Mal virei as costas e uma menina pegou, e ainda me sorriu. Foi massa.
Pergunte se eu lembrei de fazer isso nos anos que se seguiram...
*devia ter uns 6 anos quando li, e ouvi o vinil que minha prima tinha. e encontrei minha primeira referência no mundo: uma gaivota que não se contenta em voar baixo. indicado pra todas as pessoas do mundo, de qualquer idade.
extraído de "What´s your soundtrack?"
"Peak Performance
It may work for Rocky Balboa, but music doesn't always pump up athletes. Motivational music can give weightlifters an edge. Runners, however, don't move farther or faster with the help of motivational music."
now playing : Gonna Fly Now (extreme bass edit from Rocky II).
tô voltando amanhã, aeeeeee.
UPDATE: necessário. mas eu vou socar tanto tanto tanto que vou destruir o saco e as luvas de foco. ser uma pessoa de boa fé é perda de tempo.
"Peak Performance
It may work for Rocky Balboa, but music doesn't always pump up athletes. Motivational music can give weightlifters an edge. Runners, however, don't move farther or faster with the help of motivational music."
now playing : Gonna Fly Now (extreme bass edit from Rocky II).
tô voltando amanhã, aeeeeee.
UPDATE: necessário. mas eu vou socar tanto tanto tanto que vou destruir o saco e as luvas de foco. ser uma pessoa de boa fé é perda de tempo.
You Tube me faz chorar. Sério.
Quando eu crescer, quero ser igual David Johansen.
"there´s a story that I must tell
..of two lovers that I did well
...
HOW DO YOU CALL YOUR LOVERBOY?"
Quando eu crescer, quero ser igual David Johansen.
"there´s a story that I must tell
..of two lovers that I did well
...
HOW DO YOU CALL YOUR LOVERBOY?"
domingo, setembro 10
pra mim e pro ramiro (anjo da mãe), da nossa billie holiday brasileira, ela sabe tudo.
Escândalo
(Angela Rô Rô - Composição: Caetano Veloso)
Mas, doce irmã, o que você quer mais
Eu já arranhei minha garganta toda atrás de alguma paz
Agora nada de machado e sândalo
Eu já estou sã da loucura que havia em sermos nós
Também sou fã da lua sobre o mar
Todas as coisas lindas dessa vida eu sempre soube amar
Não quero quebrar os bares como um vândalo
Você que traz o escândalo irmã luz
Eu marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Me responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu aqui só
Mamãe, eu já marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Me responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu
Aqui só
Escândalo
(Angela Rô Rô - Composição: Caetano Veloso)
Mas, doce irmã, o que você quer mais
Eu já arranhei minha garganta toda atrás de alguma paz
Agora nada de machado e sândalo
Eu já estou sã da loucura que havia em sermos nós
Também sou fã da lua sobre o mar
Todas as coisas lindas dessa vida eu sempre soube amar
Não quero quebrar os bares como um vândalo
Você que traz o escândalo irmã luz
Eu marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Me responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu aqui só
Mamãe, eu já marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Me responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu
Aqui só
sexta-feira, setembro 8
larguei o Simpósio...sim. muito padre e pouca cultura material.
aula de contemporânea mesmo. onde terminamos Rev. Francesa.
divago. se Napoleão Bonaparte fosse músico, eu seria groupie de verdade. e acompanharia ele de Córsega à Waterloo. e galoparia junto na Rússia. Anita Garibaldi ficaria no chinelo certamente.
tenho queda por gente que quer dominar o mundo. o que acarreta grandes problemas.
life.
aula de contemporânea mesmo. onde terminamos Rev. Francesa.
divago. se Napoleão Bonaparte fosse músico, eu seria groupie de verdade. e acompanharia ele de Córsega à Waterloo. e galoparia junto na Rússia. Anita Garibaldi ficaria no chinelo certamente.
tenho queda por gente que quer dominar o mundo. o que acarreta grandes problemas.
life.
quarta-feira, setembro 6
Socorro para Agrado
Era uma vez um festival de rock, né? Era uma vez um hotel de fácil acesso. No meio do burburinho do leva e traz das bandas, chega um ônibus cheio de “hermanos”, e essa que vos fala tira aquela onda de praxe. Afinal, eles adoram invadir a cidade.
Eis que hoje, num certo Simpósio de Arqueologia...
AGRADO! AGRADO! AYUDAME!!!
Estoy cerrada de hipaño hablantes jesuitas em todas las presentaciones, y a mi, no lo compreendo tampoco Shakira en “Estoy Aqui”.
Tiene más! Lo chiquito Fabre del Francia y la morocha yankee Mariah. Diós! Me voy a murir desacuturada!
A ellos los creen em Jesus, La Palabra y La Gracia Divina!
Donde están los historiadores arqueologistas laicos ?!!!! Donde estás Joan Baez?
....
Mereço.
*
E pra comemorar o GIG Rock na “profusa” mídia gaúcha, minha babe modelo.
Era uma vez um festival de rock, né? Era uma vez um hotel de fácil acesso. No meio do burburinho do leva e traz das bandas, chega um ônibus cheio de “hermanos”, e essa que vos fala tira aquela onda de praxe. Afinal, eles adoram invadir a cidade.
Eis que hoje, num certo Simpósio de Arqueologia...
AGRADO! AGRADO! AYUDAME!!!
Estoy cerrada de hipaño hablantes jesuitas em todas las presentaciones, y a mi, no lo compreendo tampoco Shakira en “Estoy Aqui”.
Tiene más! Lo chiquito Fabre del Francia y la morocha yankee Mariah. Diós! Me voy a murir desacuturada!
A ellos los creen em Jesus, La Palabra y La Gracia Divina!
Donde están los historiadores arqueologistas laicos ?!!!! Donde estás Joan Baez?
....
Mereço.
*
E pra comemorar o GIG Rock na “profusa” mídia gaúcha, minha babe modelo.
ah então..
aproveitando esse dia frutificante mentalmente, vou encerrar com umas (mais?) besteiras que me vieram à cabeça.
a real é que daqui a pouco começa uma selvageria na PUC e eu não quero que chegue nunca.
(leia-se Jornada Sobre as Missões Jesuíticas, 4 dias INCLUSO O FERIADO, "SUB-leia-se", dormirei bastante, ao contraponto de ouvir arqueólogos sensatos se enganando e achando jesuítas o máximo).
o grande lance é que eu acabo de ver o trailer do jackass 2. puta merda, que lindo. admirar até onde um homem chega com sua imbecilidade é uma experiência indescritível. e outra, tem o Johnny KnoXXXville.
o que me faz lembrar de Dukes of Hazzard. absurdamente foda. e o que ainda faz um link com a minha auto-escola. meu instrutor era IGUAL ao Knoxxxxxxxvile. e nunca tive coragem de dizer pra ele, apesar do cara ser um pervertido e certamente devia conhecer jackass. ele ia pensar que era cantada. eles sempre pensam. pior que na maioria das vezes é mesmo.
mas nesse caso não era. eu simplesmente via o johnny do meu lado me contando as peripécias sexuais dele e dos amigos enquanto me ensinava a dirigir. algo que fez muito bem (ensinar a dirigir). o fato de eu olhar pro examinador do detran e entrar em pane não tem a ver com o knoxxx....ops..emerson. de qualquer forma, já desisti. ser passageiro é bom. iggy e siouxsie que o digam.
outro motivo por estar aqui enchendo a própria paciência é uma abstinência EXTREME. infeliz, hoje pela manhã eu peguei meu maço de cigarros e joguei fora. só que eu já fiz isso várias vezes (sempre tenho vontade de largar tudo de manhã) mas era dia de tirar o lixo. não havia margem pra recaídas. "Fodeu", como diriam meus conterrâneos. aliás nunca ouvi tanto sotaque diferente num lugar só. tomara que os festivais ocorram de 2 em 2 meses mesmo. nem precisa ser desse tamanho. é tão bom sentir as pessoas unidas por alguma coisa que valha a pena, e não passeatas e manifestações políticas, estudantis, etc (hahahaha, kill me).
tentei beber pra esquecer, só tem conhaque em casa. caralho.. igual eu vou querer fumar depois de bebum e vou acabar enrolando um palheiro de orégano, o que deve ser horrível, fora a gafe.
veja a diferença, há poucos dias atrás eu falava de coisas cults. marlboro dos céus.
terça-feira, setembro 5
Provavelmente, foi uma raia-prego (do gênero Dasyatis) que ao ser manipulada de forma irresponsável penetrou seu aguilhão no tórax e inoculou peçonha no coração do apresentador.
Viu? Fiquem achando por aí que arraias são meigas e simpáticas.
Viu? Fiquem achando por aí que arraias são meigas e simpáticas.
Dia frio de matação.
Vincenzo e mamasita, quando da hora de se vestir no pós banho:
"meu primeiro show de rock'n roll vai ser assim ó: péééééééinnn (air guitar)"
"hum, eu vou poder assistir?"
"pode, mas tu vai morrer lá, todo mundo vai rir da sua cara"
"e sabe? eu vou tocar tuba. e clarinete"
"mas... e a guitarra?"
"só se ela fizer um barulho assim ó: (solta um peido)"
"bacana."
Vincenzo e mamasita, quando da hora de se vestir no pós banho:
"meu primeiro show de rock'n roll vai ser assim ó: péééééééinnn (air guitar)"
"hum, eu vou poder assistir?"
"pode, mas tu vai morrer lá, todo mundo vai rir da sua cara"
"e sabe? eu vou tocar tuba. e clarinete"
"mas... e a guitarra?"
"só se ela fizer um barulho assim ó: (solta um peido)"
"bacana."
é um estado péssimo, por assim dizer.
o torpor
o transe pelo qual se passa acumulando as memórias.
inércia.
mas há o receio de se mexer e tudo voar pela janela.
ah! ...through the windowpane. guillemots. eu disse que era o disco do ano.
Come away with me
Draw shadows on my windowpane
Come away with me
We'll fall asleep and back again
And would you recognise my face
If you saw it in this place,
So far away from home?
Come and dance with me
A samba in the snowy rain
(samba in the snowy rain)
*
When I can't move
I'll enjoy the still for a while
And lose myself in waves
And mountains and the sky
And I'm back here quick as lightning
'Cause we are just seconds Seconds in a day
(we´re here)
o torpor
o transe pelo qual se passa acumulando as memórias.
inércia.
mas há o receio de se mexer e tudo voar pela janela.
ah! ...through the windowpane. guillemots. eu disse que era o disco do ano.
Come away with me
Draw shadows on my windowpane
Come away with me
We'll fall asleep and back again
And would you recognise my face
If you saw it in this place,
So far away from home?
Come and dance with me
A samba in the snowy rain
(samba in the snowy rain)
*
When I can't move
I'll enjoy the still for a while
And lose myself in waves
And mountains and the sky
And I'm back here quick as lightning
'Cause we are just seconds Seconds in a day
(we´re here)
segunda-feira, setembro 4
dá pra aproveitar a falta de voz, abusar aliás.
blog, aguente.
(a pessoa chega em casa, tem que dormir, passou um fim de semana surreal, mas vai pro micro e liga o winamp)
after all, we just. we just. we just.
listen to FRUSCIANTE
.........
my smile is a rifle
won´t you give it a try?
uhlalamamamammmamadiisfdjgdsvyuc*
my smile is a rifle
and I'm pointing it at you.
*(tradução: eu sou o cara que faz os melhores barulhos ininteligíveis do mundo)
e tem "someone´s", e "lever pulled", e "your pussy´s glued to a building on fire".
"...!"
blog, aguente.
(a pessoa chega em casa, tem que dormir, passou um fim de semana surreal, mas vai pro micro e liga o winamp)
after all, we just. we just. we just.
listen to FRUSCIANTE
.........
my smile is a rifle
won´t you give it a try?
uhlalamamamammmamadiisfdjgdsvyuc*
my smile is a rifle
and I'm pointing it at you.
*(tradução: eu sou o cara que faz os melhores barulhos ininteligíveis do mundo)
e tem "someone´s", e "lever pulled", e "your pussy´s glued to a building on fire".
"...!"
sexta-feira, setembro 1
e como pregava o meu velho e bom amigo George:
"(...) a saber: sentar-me pra escrever tarde da noite e, para compensar, ficar na cama toda a manhã do dia seguinte, uma traição escandalosa à sabedoria que associa o levantar cedo à saúde e riqueza(...). Minha tendência para este excelente modo de vida é, na verdade, saudável, pois tenho sempre tendências suicidas ao sair da cama, e assim, escolho levantar-me ao meio dia ou depois com a justificativa de que a tarde não é propícia para o suicídio."
cada vez mais difícil aproveitar as manhãs. por mais cedo que se durma. Byron ainda cultivava uma mania psicótica por armas. EU não consigo pensar em nada. só que preciso de uma empregada/babá, urgente.
já tentou estudar no deleite da madrugada com um babe de 5 anos acordando de 15 em 15 minutos?
a madrugada é a melhor parte do dia pra pensar. eu disse pensar, não falar. os discursos sempre acabam ficando sem noção.
"(...) a saber: sentar-me pra escrever tarde da noite e, para compensar, ficar na cama toda a manhã do dia seguinte, uma traição escandalosa à sabedoria que associa o levantar cedo à saúde e riqueza(...). Minha tendência para este excelente modo de vida é, na verdade, saudável, pois tenho sempre tendências suicidas ao sair da cama, e assim, escolho levantar-me ao meio dia ou depois com a justificativa de que a tarde não é propícia para o suicídio."
cada vez mais difícil aproveitar as manhãs. por mais cedo que se durma. Byron ainda cultivava uma mania psicótica por armas. EU não consigo pensar em nada. só que preciso de uma empregada/babá, urgente.
já tentou estudar no deleite da madrugada com um babe de 5 anos acordando de 15 em 15 minutos?
a madrugada é a melhor parte do dia pra pensar. eu disse pensar, não falar. os discursos sempre acabam ficando sem noção.
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