sábado, março 27




e essa madrugada sobre mim, meu nariz escorrendo o álcool tomando conta da mente, a nicotina já me matou por dentro e eu aqui. eu aqui, sempre igual, sempre diferente, sempre cheia, sempre vazia, sempre alegre, sempre triste, sempre valente, sempre com medo. cansei de estar sempre, quero ser efêmera. posso ser efêmera em alguns segundos? Falei com tantas pessoas boas hoje, senti saudades de umas, e esperança em outras, e participei da construção dessa esperança; será que tá certo? que posso fazer isso? se nem a minha tá direita ainda, se a minha esperança é uma inconstante do caralho que me conforta e depois me bate na cara e me deixa ali no canto, chorando sozinha sem existir mais calor, nem da tela fria nem de nada. Supera a mim mesma, essa esperança, olha nos olhos, cospe nos infelizes e pessimistas e supera, e inventa, e traz pra mim um travesseiro bem fofo. e eu ainda fico repetindo seu nome lá naquele lugar (sim, coração talvez), nada acontece, pra mim, veja bem, pra mim. agora me sobra dividir esperanças com quem tem mais chances do que eu. e não sobra nada, porque mais que vampira eu sou distribuidora disso tudo e não quero que sobre nada, nada, vou dar tudo que tiver, pra não precisar sofrer e se tiver que ser feliz que se faça nascer de novo algum outro sentimento....por que a Carole King é gênia? por que Neil Young é gênio? eu deveria ser tbm, mas se fosse não ficaria me identificando com os outros e estaria escrevendo os meus legados, mais agora não dá porque tô ouvindo o meu hino, um deles...puta...como eu elejo hinos pra minha vida...Foda-se se as pessoas acham que eu dou muita importancia pra música, isso só prova que elas nunca vão ser capazes de me entender..."Dani-se" se o meu mundo é surreal e colorido e furta cor e sem problemas, porque quando se pensa com melodia a tristeza só é mais um compasso, e tem final...e por fim, "forget about it", se te incomoda, se te contraria, se vai contra tua vontade, se é contra teu conceito, seu desejo e funções naturais....é tarde demais....tarde demais...

Carole King - It´s Too Late

Stayed in bed all morning just to pass the time
There's something wrong here there can be no denying
One of us is changing or maybe we've just stopped trying

And it's too late, baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can't hide
And I just can't fake it
Oh, no, no, no, no, no, no, no, no, no

It used to be so easy living here with you
You were light and breezy and I knew just what to do
Now you look so unhappy and I feel like a fool

And it's too late, baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can't hide
And I just can't fake it

There'll be good times again for me and you
But we just can't stay together don't you feel it too
Still I'm glad for what we had and how I once loved you

But it's too late, baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can't hide
And I just can't fake it

Oh, it's too late, my baby
It's too late, now darling
It's too late


quarta-feira, março 24



só alguns esclarecimentos:
A Hyde Corp. abriu uma excessão para postar um texto que não foi produzido a próprio punho pelo teor qualitativo do mesmo.
Não é um costume e nem tampouco será falar com palavras que não sejam minhas. Embora às vezes fosse necessário.

Grata

Dan

Apresento-lhes o arquiteto de Utopolis...









...Ronaldo Selistre, meu amigo de alma, um dos poucos vampiros vivos (não julguem, depois eu explico) que pude encontrar nessa vida e ainda por cima um dos meus artistas favoritos (sim , porque ele é multi-task como eu)

segue um conto dos seus, para aproveitar o clima que invadiu esse espaço e provavelmente vai reinar pelos próximos dias:



chuva nos olhos

Por Ronaldo Selistre

Conheço a noite, as chaminés uivantes, os átomos do vidro; me volatizei por uma clarabóia agora há pouco. Caio quando quiser naqueles guarda-chuvas, e me deixo esparramar...

Tenho milhões de rostos. Tenho um só sorriso, não te mostrarei. Quero te seguir até em casa, pode fugir, mulher: a chuva me abafa os passos, virei como um déjà vu na tarde úmida. Não me conheces ainda. Me vês.

Não me espera; arrombarei tua porta - silenciosamente... - com o cheiro de cartas antigas. A vida não foi boa comigo. Esta cidade é minha madrasta devassa.

Estou vindo. Preciso de ajuda. Estou gritando por dentro como um zoológico chinês. O outono se foi esta manhã; o céu escureceu como lábios de morto. Trago vinho para os teus seios, dedos para os teus dentes. Minha capa pingando a madrugada sobre ti. Não valho mais que uma voz noturna ao telefone? Não sou mais raro e urgente? Chega mais perto.

Vou queimar tua solidão na fogueira, começarei pelas pernas; quero derreter tua vida de monja operária e derramá-la quente no teu dorso. Te arrancarei sorrisos violentos.

Lá fora não me querem. Vê: tenho marcas aqui, aqui... me temem e não sabem. Agora estão todos embriagados e de mim se esqueceram. Bebi menos; atualmente planejo uma última investida, sóbrio talvez. Hoje, porém, não quero nada tão abstrato. Ainda oferecerei perigo? Em que direção atiro? Rápido!

Em cercas de arame contra o céu penduraram minha fé. À beira da rodovia a noite passa e tu sonhas sozinha numa cama quente enquanto em mim mil fliperamas gritam num sussurro metálico. Lá na esquina, a chuva na galeria ecoa como o som das coisas sonhando. Os uivos de doze gerações ainda assombram os insones.

Vou louvar as veleidades noturnas, os domingos abortados e suas fábricas suburbanas. A solidão úmida dos terrenos baldios; quero janelas empoeiradas, trepadeiras. No porão a lâmpada balançando, sombras elásticas fugindo das paredes. Estou queimando rua afora. Me ajuda.

O ar noturno me descama a pele, a cada espelho há um rosto pior entre os meus dedos. Sabes o que eu quero. Preciso entrar - e entrarei.

Estou farto do mundo. Já não tenho pálpebras que dele me protejam, vou lamber o mundo dos meus olhos. Borro todas as imagens. Quero mais febre. Enfermeira! Estou quente. Quente!

É a velhice, não é? Estou senil, agonizo neste leito - me escondem, eu sei - há bons vinte, trinta anos? Na janela o sol incendeia a chuvarada. É um fogo. Ah, meus poetas. Voltem! Minhas ruas na neblina. Com que pressa tudo se esvai. A tarde esfria...

Minha juventude - os crepúsculos nas vitrines, a música perfumada que escutava do travesseiro ao longe, em qualquer cidade onde estivesse. A dança sempre alheia. O abraço e a ternura que não conheci. A mulher que não me teve. Meus caminhos de silêncio na fumaça dos bairros pobres. Um pouco de arte para um peito ocioso, é assim que caem os jovens, afinal.

Vê, não sabem eles. Fui sempre o trovão enjaulado, o lobo castrado, o filho do verdugo. Enxergava de onde ninguém via. Esperei e esperei. Todos passaram.

Foi do hospital que vi o céu deserto ventando vazio num domingo. Tudo estava morrendo. Avistei dali aquela juventude que me entregaram às pressas, toda mal-aparada nas extremidades. A monstruosa luxúria arfando sobre o meu estômago. Que correntes colossais arrastamos, todos nós. Que esmola é a esperança. Que miséria.

O graal sobre os meus ombros é morada de aranhas, todos os meus empreendimentos faliram sem estrondo e sem surpresa. Perdi minha fortuna enquanto flutuava no espaço, catalogando musica etérea, batendo relatórios para a Velha Terra. Agora volto e: Que lugar é este? Sou mendigo por dentro. Finalmente me vejo louco. Não perco mais nada.


Saí a rua, o verão me sufocava, queria respirar; vi crianças. Brincavam, e a morte brincava nelas.

Um tilintar de carroça me chama o olhar, e reconheço meu pai nos olhos do animal, reencarnado em sofrimento; e me vem assim a memória fresca duma vez - uma vez; dois, três séculos atrás... dividíamos um pão roubado atrás dum poço de barro. Não vou te deixar, meu pai!, jurei, promessa de amigo, vendo-o matar a fome. Depois me vejo caminhando sem mais ninguém, meu rosto molhado gelando no vento da manhã azul-escura.

Eia!, grita o carroceiro. Lhe bate. Eia! Meu choro vai cair, eu sei. O que estou fazendo? Estou louco! Vou enfim poder morrer de loucura honesta, morrer só, de loucura e miséria, como morreram meus heróis. Mas, olha aqui: nem por isso suplicar. Suplicar, nunca.


Ah, estou submergindo. Droga, estou secando.

Tenho que correr. Correr. Pra lá, bem pra lá. Vê, estão todos sãos! A rua inteira está sã! Vejo como olham das cercas. E dos muros. Das janelas, e mais fundo, e das mesas, e das xícaras. Dos olhos. Das vidas. E mais fundo...

Todo o território urbano fede a uma sanidade brutal e contida, quero fugir deste viveiro inchado cujo ar me estrangula num cobertor de odores humanos. Me encontrarás um dia longe daqui, sonâmbulo pelo asfalto ao sol do meio-dia, murmurando pedaços de histórias da cidade que abandonei. Arrastando uma vida fantasma amarrada aos cabelos.

E vais dizer Volta! Vem comigo! Tens febre, estás quase morto. E direi Me deixa, estou quase vivo.


O inverno chegou hoje. Eu o senti. Veio uivando pelos morros, assustando as pradarias. Noite passada sonhei com um bando de pássaros brancos deixando um charco no interior. E acordei e estive sentado, com frio, pensando que minha vida caminha para uma penosa tragédia que deve vir em breve. Esta cidade de cimento, este mundo. Vou deixá-los. Hoje queimei meu plano de carreira, vou enfim me assumir desertor. Algo neste momento me puxa forçosamente para baixo, para o sono, para o barro gelado - e tenho considerado surpreendê-lo com aceitação serena.

Mas antes, mulher, eu vou entrar.


Não viste minha sombra roçando os paredões. Apareço lentamente, num instante vermelho, faiscando entre as cortinas. Tenho chuva nos olhos. E uma fome que não me deixa dormir.

sábado, março 20







Cerejeiras em Flor – Quando o amor passa por tua aorta*

Por Dani Hyde

trilha sonora recomendada: Outside – David Bowie – 1995

Noite fria, era o inverno dando sinais de que seria mais rigoroso neste ano. Vivienne estava sentada numa mesa de bar após se perder dos amigos dispersos pela cidade baixa. Apenas ela e um cálice de vinho; o vento e “Strangers when we meet” soando longe na péssima acústica do recinto. O dono do bar era um gênio iluminado, que deixou o Outside voltar ao início e tocar sua peça na íntegra. Vivienne teria então a boa companhia de Nathan Adler, por enquanto...

“It´s happening now...” (Outside)

A garota não havia percebido que alguém a observava desde sua chegada, isso só veio a acontecer quando verteu a última gota de vinho do cálice e se desfazia com tal elixir acalmando a garganta. Ao fim da catarse ela abriu os olhos, outra taça de vinho se aproximando e, atrás da bebida, um rapaz de olhos brilhantes, cabelos longos e negros, pele alva e porte frágil, contudo sua força procedia de algo além dos sentidos.

- Demian, é o meu nome...
- Vivienne...o meu.
- Se não se importa, poderíamos compartilhar do meu jarro.
- De forma alguma! – diz a menina atônita, num misto de surpresa e alívio, porque seu dinheiro já havia acabado e é totalmente compreensível que pessoas sensatas não consigam apreciar e conterem-se com míseros 200 ml de vinho.

Os dois jovens iniciaram algum diálogo, desses prováveis clichês a que todos os grandes acontecimentos da vida precedem. Clichês seletos de certo modo; discorrer sobre as diversas expressões da arte não se ocasiona com quaisquer pessoas ou lugares, afinal, existia uma afinidade essencial entre os vivants, de naturezas notívagas, boêmias, ou mesmo inseguras, quando se exorciza as próprias concepções da arte, todo o resto se esvai deixando a postos o coração e a humanidade, isso quando se é considerado humano.

Ser alguém mais palpável a incomodava, pois passara sua vida tentando se distinguir dos outros e extinguindo suas necessidades mais medíocres, motivada obviamente por uma grande insegurança que permeou cada segundo que respirara até então. A menina de cabelos ruivos da cor da mais completa ferrugem, com sardas por todo o corpo, lábios protuberantes, pernas finas e andar desajeitado, sempre foi motivo de chacota em seu meio social, e a essa altura já se considerava uma aberração. Tinha alguns poucos amigos, dos quais resolvera se perder essa noite, talvez para testar seus limites, talvez para se descobrir, essa noite.

“The voyeur of utter destruction...as beauty” (T.V.O.U.D)

- Os enredos são sempre os mesmos, por isso parei de assisti-los.
-Oh audácia! Desculpas de mulheres! Quando não estão satisfeitas com os atores de aparência duvidosa que a indústria anda selecionando para representar o Conde!
-Filmes de vampiros perderam o glamour, não me sinto à vontade com a visão caricata e banal com a qual os roteiristas denotam os voivodes hoje em dia.
-Para quem já se deleitou com Kinski, Lugosi, Lee e Oldman...sim, Oldman! Já basta! Para mim já basta, agora meu exercício é de análise e discernimento.
-Para mim não bastará, porque já desisti.
-Você desiste de muitas coisas, não é verdade?
-É sim...
-Por quê?
-Porque não vale a pena insistir...
-Mas quando insistimos o gosto é melhor!
-Ou muito mais doloroso.
-Eu vou arriscar...

Demian se debruçou sobre a mesa e roubou o mais ávido dos beijos que Vivienne nunca perdera. O mundo se calou, a conta foi paga, eles saíram a caminhar pelo meio fio, de mãos dadas. Nada mais foi dito naquela noite.

“And the rain sets in...” (I´m Deranged)

Chega uma torrente de chuva, os dois vão para um recuo coberto de uma casa de comércio qualquer. Eles cruzam seus olhares, insuflados de essência interior, e tudo mais que se pode transmitir através de um olhar. Os beijos vêm e vão como dádivas, prêmios para estranhos que precisavam de acalento, uma trégua para as neuroses contidas. Enfim, são beijos, que se expandem como uma patologia mal curada que necessita de mais drogas, mais e mais e uma infinidade delas. Beijos, que perdem seus termos, partem da boca e se alongam nos braços, nas mãos, ao corpo.

Colo. Ventre. Coxas. Pernas. Alma.

As roupas úmidas vão caindo ao chão, a tormenta grita e chora suas lágrimas sobre o solo, sobre a pele. Porém, o calor humano é suficientemente grande para servir de abrigo, de templo, e os ossos estalam ao se unificarem no sexo, nunca tão viril e intenso. Conseqüente de que palavras não explicitam seu conteúdo.

Colo. Ventre. Coxas. Pernas. Alma.

Medo.

Demian ajoelha-se e repete algum ato comum entre mortais, tão desprezado por uns, e outros tantos tomados como sublime. Ele agracia Vivienne; para conhecer seu gosto, para chegar o mais próximo que pode das sensações que se acumulam dentro dela, seu império, sua fraqueza, sua intempérie.

Gozo.

Não, ela não entendia, não cogitava, e o desconhecido amedronta e repele. Ela o rejeita e ensaia sua fuga.

“Bye bye love...this chaos is killing me...” (Hallo Spaceboy)

O rapaz a alcança, e a rende pelas pernas, sente o cheiro à extensão de seu torso de fêmea, e dá início à uma nova série de estocadas. Por um momento, Vivienne se permite, e os dois sucumbem ao comportamento instintivo e primordial dos animais.

Sublevação. Subordinação. Submissão.

Prazer.

Vivienne luta contra seus fantasmas, seus joelhos feridos, suas têmporas roçando na calçada imunda, as intervenções violentas, a repulsa. Parte então a deixar de lado suas expectativas de possuir um amor, pois descobriu que ninguém o possui e todos são possuídos em determinada hora, por mais racional que se tente edificar o ser. Seus pensamentos são interrompidos por uma pausa nas gotas geladas da chuva, o que passa a percorrer o seu corpo é de uma textura peculiar, morna, espessa, e transita por suas costas, nádegas, coxas e desce às pernas. Ela observa; um líquido branco e viscoso que veio de Demian. Alguém podia tê-la avisado, alguém que tornasse tudo mais fácil, mas esse alguém não existia.

Confusão. Culpa.

Um gemido vem seguido de um grito. O primeiro, da satisfação dele, o último, da indignação de Vivienne. Ela tenta sanar aquela dor de alguma forma com urros ininteligíveis, até que sua mão encontra uma garrafa quebrada no chão, segura-a firme pelo que restou do gargalo, e joga todo o peso do seu braço direito contra o pescoço de Demian. Ele ainda estava de olhos fechados.

Morte.

O sangue se espalha rapidamente por todo espaço d’antes dominado por um protótipo de Vênus. Não houve tempo para Vivienne ter uma última reação de seu ex-amor. Seu ato, em vão. Ele não havia sentido. O que lhe sobrou foi sentir também o gosto dele, ela então se prostrou em cima do recente cadáver e pressionou a boca sobre os ferimentos da garganta do único homem que a teve de alguma forma.

Sorveu o suficiente, tal qual um cálice de vinho que não terá repetição. Ergueu-se, nua e ensangüentada, ainda com o gargalo à mão, como uma louca criatura, sem sanidade, sem critérios, perdera tudo que havia acumulado desde seu surgimento. E foi embora, para o nada de onde viera.


*Título interpretado a partir do ensaio motivacional “Quanto Amor Passa Por Tua Aorta?”, de Sergio Buaiz.

quarta-feira, março 17


oi. sumi né...então...boa tarde meu querido webblog...

Acontece que agora eu sou uma mulher desempregada do lar. Faço comida, limpo a casa e cuido do bacuri, "every single day of my damn life". E de vez em quando o pequeno Vincenzo vai para a outra casa dele (a do pai) e eu posso respirar um pouco mais, assim como hoje. Estou sozinha.

Meu namorado vive na Paulicéia, o que é horrível por um lado, e bom por outro, porque sentir saudades vira um exercício infindável, e saudades é algo estimulante. O problema é encontrar tempo para exercer as coisas boas da solidão. Minha vida, oh, o seu nome é pendências, vivo cercada de pendências. E estou sozinha.

A falta de emprego me deu espaço pra pensar na música de novo, eu rezo todas as noites pra que dê certo, e vou me esforçar pra isso. Nesse caso não estou sozinha, mas 50% depende de mim, eu agi de forma a ser desse modo, mas é difícil. Falta muito ainda pra poder bater um papo com o Capone ou o Miranda. Por falar nisso, a LOS CANOS já passou pela boca maldita dos dois. Parabéns para Los Canos!!! Os gaúchos apoiam vocês, só que precisamos de um cd, qualé a desse empresário que ainda não me mandou um CD pra eu levar na Ipanema?? E eu nem ouvi tudo ainda! Façam um favor, vocês serão recompensados.

Só pra falar que eu estou viva, e operante.

Beijos

D.H.

sábado, fevereiro 14



Casos no Cais (Pra não dizer que não falei das putas)

I

Entre um laço e um bagaço
E o cheiro de pó
Me empresta o anzol
Pra gente ir logo pescar

Não me conta se a fonte
Se ela é cristalina
A chuva me ensina
A percorrer por lá

Vamos sacode esse pó
Da bandeira
E à sua maneira
Nós vamos dançar

Mantém o pé forte
Que eu venho do norte
Tô tentando a sorte
E não vou me zangar

O mundo é pequeno
E teu jeito sereno
É quase um veneno
A me atordoar


II

Envoltos em voltas
Descarrilho distante
Era um navegante
Que no mês de Abril

Aportou e partiu
Logo após meu amor
Esgotar nesse quarto
Evangelho de mim

Na dor, eu sabia
Que ele não mais voltava
E no cantinho da escada
Esse choro sem fim

Quebra mais esse galho
Me vê outra rodada
Dessa Santa Cachaça
Pra eu me rodar assim

Bota o velho querer
Mais que longe daqui
Pois não consigo sofrer
E nem tampouco sorrir

Enquanto ess'alma do mar
O meu viver assombrar
Fico no mundo girando
Pra mais fácil enxergar

Aquele ledo amasso
Na esquina, fora do bar
Amei outras veiz meu menino
Que o vento soprou do cais...

Me deixou aqui de novo
Dia a dia aqui de novo

Ele não vai vir me salvar
Ele não vai vir me iludir
Eu só quero poder dizer
Que eu não vivo só do fingir

Dani Hyde

quarta-feira, fevereiro 11

como as pessoas são fracas (parte hum - os outros)

Esperava encontrar pessoas ilustres, e elas estão lustradas, de cevada e vaidade.....

como as pessoas são fracas (parte dois - eu)

Sempre tenho a esperança de entrar e ver algo novo *fera*

terça-feira, fevereiro 10

Hey Ya! Hey Ya! Hey Ya! e muitos outros hey´s para o Grammy 2004


Por Dani Hyde

Então a gente se encontra fora da realidade fonográfica ok? Vamos pensar que tudo isso é verdade e vamos realmente curtir uma grande festa de celebração da música. Vamos celebrar a música, de verdade, "for real" na língua deles.

Quem conseguiu fazer isso teve uma noite e tanto. Há de se considerar a todo o momento, claro, essa festa é dos americanos branquelos e rosados, mas dessa vez não foi 100% assim. Estamos vivendo um momento grandioso de tomada de conciência musical no mundo inteiro, e repito, vamos acreditar nisso, porque acreditando vamos desencadear outros e outros e milhões de momentos frutíferos para a trilha sonora da vida. A vida tem trilha sonora sim, não importa que algumas pessoas sejam surdas e outras alienadas ao ruído primordial, se você parar irritado e confuso no meio de um trânsito caótico, feche os olhos e tente ouvir, porque ela vem de dentro pra fora, se não viesse, não existiriam pessoas que vivem do barulho, com o o barulho e pelo barulho.

Aparte às vaidades, malícias e interesses(sex?) existentes no espetáculo, houve muito colírio para os ouvidos, e de forma democrática. Não interessa se hoje o pop é preto, e se o preto está pop; se o country americano é chatíssimo, mas eles insistem em exaltar; se o róque dá às caras só nas entrelinhas, mas está ali, se reafirmando sempre, e se a Celine Dion não é nada sem um ponto no ouvido; o que valeu foi ver qualidade, por todos os lados, ou seja, pudemos dizer: "não gosto, mas respeito".

Certificamo-nos de que Prince ainda existe, e não se tornou um velho gordo e viciado em alguma coisa, que bom! Acho que nem todos os meus heróis vão morrer de overdose, grande expectativa!! Quanto à homenagem aos Beatles (lá se vai a imparcialidade do texto), bem, aqui em casa os Fab Four são hereditários e por mais que não seja a minha referência principal, o lugar dos besourinhos de olhares perdidos é cativo na minha alma. "I saw her standing there", Sting, Dave Mathews, tudo muito nada a ver, mas é uma homenagem.Como sempre, Yoko foi brilhante, e essa mulher fantástica que agora é vista como pequena velhinha simpática, aos moldes de Edith Piaf (lembrei dela quando vi a Sra. Lennon no palco), me fez chorar junto com ela, não de saudosismo, nada tem que voltar, já chega o bombardeio de revivals que nós temos que aturar involuntariamente, mas é a emoção de amar tanto uma coisa e lutar por ela, como eu já disse algumas vezes, Yoko Ono é a groupie original e ninguém lutou tanto pra manter os ideais dos Beatles como ela, embora alguns a odeiem; parafraseando pérolas como: Come Together, Give us a chance e All we need is love, eu só posso concluir que tem bastante gente no mundo que sabe que o sonho não acabou.

Sting fez a sua parte "quite well" (como diria David Bowie). Há anos não se ouvia Roxanne tocada com tanta vontade, e a intervenção de Sean Paul, bem, aceitemos que a base do The Police era um ska-reggae-britânico e o rapaz não destoou tanto assim, tá valendo.

E então chegamos em White Stripes, a teoria de Jack White sobre o visual da banda atrair crianças está se comprovando, e não só visualmente, afinal crianças gostam de bater panelas e chamar a atenção dos mais maduros. Eu não gostava, porém a primeira vez que ouvi Seven Nation Army meu filho estava comigo e começou a bater na perninha cheia de pregas de bebê de quase 3 anos que ele é, e bateu no compasso, e adorou, e quando percebeu que aquela coisa vermelha e branca na TV ontem era o que era, ele gritou: "olha mamãe, a minha música que eu gosto!!!" , e lá foi bater a mão na coxinha novamente, e balançar a cabeça, como todo bom roqueiro. Foi uma apresentação gloriosa, pelo menos pra mim.

Nem vou comentar sobre a premiação, porque ela foi quase conjunta aos shows, ganhou quem merecia e foi lá mostrar o porque, mais uma vez eu digo, a primeira vez em anos que eu vejo isso acontecer. Só tenho que mencionar que No Doubt ganhou melhor performance de grupo, porque algumas coisas não acabam quando a gente se casa ou a fama esfria.

Christina Aguilera entra no quesito "mulheres que amadureceram", mas diferente de algumas, ela realmente tem um vozeirão e pode usar o decote que quiser, acho que o próximo album eu compro, vamos ver...E vocês, generation X (a minha), viram quem é a "dona" da música premiada da moça aí???? Sra. Linda Perry meus amigos!!! Não!!! Não é a esposa do Joe Perry, guitarrista do Aerosmith, é muito melhor!!! Era a vocalista do Four Non Blondes, aquela do chapelão!!!!!! Sim, ela é uma mega-ultra-super produtora hoje em dia, continua com cabelo estranho mas escrevendo muito....Nessa horas que a gente percebe que já fazem uns 12 anos que ouvíamos Nirvana e nem se passava por nossas cabeças que isso ia ter um peso enorme sobre as mesmas. Bons tempos.

A Celine Dion eu já falei ali em cima, deu tudo errado, foi bom pra desmascará-la, mas quem diabos a escolheu pra cantar Luther Vandross???? Aqui nós temos um momento Grammy da realidade, tipo: "ela precisa participar do show, o maridão banca metade da festa". As Fashion Cowgirls Martina McBride e Sarah Maclachlan fizeram a sua parte, vozes lindas, igual coca cola eu diria: é isso aí. E pronto.

O nosso ex-boy band Justin Timberlake foi surpresa pra mim, entendo que ele tenta imitar todos bons cantores que consegue nos seus 4,5 minutos de canções, mas convenhamos, talvez eu compre o próximo album também, no mesmo balaio que encontrar o da Christina. Vale lembrar que ele fez tudo no solo-vocalize que Arturo Sandoval não poderia prever e a coisa ficou meio indigesta, ponto pelo conjunto da obra.

Teve aquela sessão nebulosa de homenagem a Warren Zevon...muito nebulosa, até o Billy Bob Thornton participou do coral, é aquela história de sublevação do folk americano, como aconteceu com o Johnny Cash o ano passado. Não consigo entender os porquês de vangloriar os "caipiras" da terra, parece que isso veio com a onda Bush [risos contidos].

Aqui é onde a festa iniciou um pianinho (literalmente) de "celebrate good times c´mon". Alicia Keys começou a tocar, pianinho, de canto, e parava pra ofegâncias e risadinhas, como ele fazia, exatamente como ele, Mestre Marvin Gaye (outro que deve ter dançado muito ontem no bailão dos céus), performance irreparável, isso acontece quando deparamos com a negra cor, eles fazem tudo brincando e fluindo enquanto a gente sofre pra manter qualquer ruído, eles simplesmente choram, ou sorriem, e aquela voz brota...que puxa.

O "celebrate good times", não se vale do saudosismo, reitero, apenas interpretei dessa forma pra ilustrar a época em que se fazia coisa boa, e com o intento de declarar boa música aos tempos contemporâneos, boas previsões, nesse caso, para o lado "creole" do som: Black Eyed Peas (soul love, como diria o Mestre Marvin), Beyoncé (só me pergunto porque tem que ser solo, Destiny´s Child era algo interessante de se ouvir), Robert Randolph (fera na still guitar), Outkast....PORRA!!! Outkast....queria chegar aqui....

Eu ouço milhões de pessoas falando sobre eles há pelo menos uns quatro meses, mas não parei pra ouvir, tive unpassants, e todos me levaram a crer que era só mais uma galera do hip hop. Em tempos mais próximos, um amigo me disse que era "tri" bom (moro em porto Alegre), continuei correndo deles. Há uma semana atrás, fui numa festa black muzak que rola aqui (Creolina, no Gê Powers), e tocou Hey Ya, e meu amigo (que na realidade é também o pai do meu filho e meu gladiador mortal preferido quando se trata de música) falou, isso aí é Outkast!! Algo clareou, mas continuei me perguntando: não é Rap caralho!!????

Daí o advento Grammy, eles são deuses no Grammy!! Eles são rap, e funk também!! E eles tem divisões!! Eu não consigo entender, mas veio a primeira parte deles, com mais um povo que...UTAQUIPARIU!!!!! Earth Wind and Fire e George Clinton....o que dizer??? "celebrate good times C´MON"...E tem que se lembrar também do show do MC Samuel L. Jackson....digno de levantar do sofá até a mais gótica alma. Quem me conhece sabe que ver EWF no palco foi inesquecível...you´re all shining stars to me, babies!!!! no matter what...sempre brilhantes, em qualquer lugar.

E voltamos a sentar no sofá, até descobrir que, por um acaso, Dave Grohl está vivo e operante com seus (Kung) Foo Fighters (pra quem não sabe, o nome da banda deles veio do soul também) e com Chick Corea!!! Da série "coisas que nunca veríamos no mundo real", o João Marcelo fez um comentário infelicíssimo nessa altura ao dizer que "fazia tempo que Chick Corea não tocava um Mi Maior". Eu tenho um comentário de volta pra ele:

- FODA-SE SR. PRESIDENTE SUPER JOVEM DA (CHA)TRAMA, QUEM FALOU PRA VOCÊ QUE SÓ SE FAZ JAZZ COM NOTAS REBUSCADAS?? E ONDE VOCÊ ESCUTOU QUE SÓ SE FAZ RÓQUE COM MI MAIOR?? EU GOSTAVA DE VOCÊ MAS AGORA VOU BOICOTAR, POR QUE VOCÊ NÃO VAI PROCURAR ARTISTAS QUE NÃO SEJAM FILHOS SUPER-GÊNIOS-QUE-JÁ-NASCERAM-TOCANDO-OBOÉ DE ARTISTAS PRA DIVULGAR PRO MUNDO E MOSTRAR QUE ÀS VEZES 3 NOTINHAS TOCADAS COM VONTADE DÃO CONTA DO RECADO??? OU SINCERAMENTE, FICA EM CASA OUVINDO SEU CDzinho PSEUDO-CULT-INTELECTUAL DO COLDPLAY!!!! O ANO QUE VEM VOU ORGANIZAR UM ABAIXO-ASSINADO PRA QUE O KID VINIL AJUDE A MARIA CÂNDIDA, MESMO QUE ELE FALE ALGUMA BOBAGEM (O QUE EU DUVIDO), PELO MENOS ELE É ENGRAÇADO.

A música estava ótima, e eles acertaram a sincronia muito mais do que muitos na noite, e não importa o que alguns dizem, o rock and roll não morre fácil não, e até o Sr, Chick Corea sabe disso.

Chegou o show final,outra parte do Outkast, Mr. Andre "style da noite" 3000. Sem palavras.Não consigo parar, eu e a mãozinha forçada do João Marcelo Bôscoli, simplesmente não paramos!! Eu vou ouvir, e depois falo mais sobre eles, porque agora eu estou muito feliz e simplesmente não consigo parar de escutar Hey Ya...é a esperança de um novo tempo e uma chance pra música, não só por eles, mas o Outkast me deixou feliz e confiante pra escrever isso.

Pra terminar, afastem as cadeiras, comprem, "downloadem", adquiram Hey Ya de qualquer forma, e vamos todos celebrar, e dançar da forma mais exorcizante possível...and it goes like this...


One two three go!

[Verse One - Andre 3000]

My baby don't mess around.
Because she loves me so.
And this I know for sure.
Uh, But does she really wanna.
But can't stand to see me
Walk out the door..
Don't try to fight the feelin'
Because the thought alone is killing me right now.
Uh, Thank God for mom and dad
For sticking to together
'Cause we don't know how.
UH!

[Chorus]
Hey Ya.
Hey Ya.

[Verse Two - Andre 3000]
You think you've got it
Ohh, you think you've got it
But got it just don't get it
Til' there's nothing at all.
We get together
Ohh, we get together
But seperate's always better when there's feelings involved.
If what they say is "Nothing is forever".
Then what makes, then what makes, then what makes
then what makes, then what makes Love an exception?
So why you, why you, why you, why you, why you
Are we so in denial?
When we are not happy here.
Y'all don't want me here you just wanna dance

[Chorus]
Hey Ya.
Hey Ya.

Don't want to meet your daddy,
Just want you in my Caddy.
Don't want to meet your momma,
Just want to make you cumma.
I'm just being honest.
I'm just being honest.

[Bridge - Andre 3000]
Hey, alright now
Alright now fellows, Yeah!
Now what's cooler than bein' cool? Ice Cold!
I can't hear ya'
I say what's cooler than bein' cool? Ice Cold!

Alright, alright, alright, alright
Alright, alright, alright, alright
Alright, alright, alright, alright
Alright, alright, alright, Ok now ladies!
yeah?
And we gonna break this back down in just a few seconds
Now don't have me break this thing down for nothin'
Now I wanna see y'all on y'all baddest behavior
Lend some suga', I am your NEIGHBOUR

Shake it, shake, shake it, shake it
Shake it, shake it, shake, shake it, shake it, shake it
Shake it, shake it like a Polaroid picture
Shake it, shake it, shake it, shh shake it, shake it, got to shake it
Shake it like a Polaroid Picture

(Get on the floor)
You know what to do.
You know what to do.
You. know I do

[Chorus]
Hey ya
Hey ya

















".....não sei......" (Daniel Chu, em inúmeros momentos do final do século XX)

...e o cara nos encontra pela internet.... -Alguns telefones não mudaram mermão!! reproduzo aqui meu coment no Blog do Did´s , que é pra todo mundo saber:

Putz!!! Encontrar amigos de carne e osso através de blogs é o cúmulo da impessoalidade da nossa geração....SHAME ON US!!!! SHAME ON US!!!!

Acho que todos estão voltando a tocar Chu.... Bom momento pra vc ressurgir tbm!!! A família continua igual...um pouco mais rechonchuda de boas almas, portanto, melhor ainda...

Como diria meu bom e velho amigo Lestat: "Come out, come out, wherever you are" (QOTD)


quarta-feira, fevereiro 4

Volta às aulas: O que eu fiz nas minhas férias de verão.



Por Daniela Ribeiro (Srta Hyde anda me dando trabalho)

Passei muito tempo longe daqui porque tornei minha vida um caos, e ao contrário do que se possa pensar, a Internet me cansa e ficar zumbizando na frente do micro é o que eu menos tenho prazer em fazer. O “Fragmentos..” funciona como válvula para que outros possam compartilhar o que se passa na minha mente; mas não é insubstituível, isso por exemplo, foi escrito no papel, sim, eu gosto de papel, de sentir as palavras sendo vomitadas e sendo assim, existem coisas que nunca irão se deparar com a formidável ferramenta inteligível e não humana. Porque não devem, não precisam, ou tive preguiça de postar.

O trabalho não satisfatório e as saudades perduraram até o início de Janeiro, e como se diz aqui no sul, eu me fui, pra São Paulo, minha terra, minha gente, essas babaquices todas que eu prezo tanto, e acima de tudo, fui pros braços da minha verdade, como diria Bethoven.

Meu Divo, como descobri com o passar do tempo, sim, Diva tem masculino, e não, eu não consulto dicionário pra escrever.

Meu Divo, tão especial que eu nunca vou aprender a lidar com ele totalmente, mas tem que ser assim não é verdade? Um desafio clichê que se rende pelo próprio argumento. Por poder ficar escrevendo horas e dar-se conta de que é tudo tão cheio de sentimento que o coração e o papel se fundem e se tornam um lugar comum, onde ele habita e reina em regime vitalício.

...é curioso ter a certeza que se queira ficar com alguém até onde puder agüentar...

Pois pra mim, em mim, isso se tornou algo extremamente egoísta e equivocado. As ações precisam transmutar do “estar” para o “ser”. Essa é minha lição e premissa em relação a minha vida, a toda ela. Eu pensava que só poderia “estar”, até um “estar” permanente, mas “estar”. O “ser” existe, e ele precisa de carinho e afeto, pra “ser” é necessário “estar” disciplinado a. Eu estou me disciplinando, e comecei só agora, pra isso que existem Divos – um sorriso .

...”wake up girl, you got it all wrong” [before] (G. Stefani)

Depois de vislumbrar a maternidade, e fracassar numa vida compartilhada, eu me aproximei do meu sangue; e o sorvi todo. Passei a amá-lo e a outra casta e o outro clan viraram plebe na minha corte, o outro passou a me incomodar, salvo os outros pré-existentes. E meu outro principal, que sabe-se lá pode até ser o “lado direito do meu coração” (citação d’eu mesma), saiu em desvantagem. Porque a gente se descobre imersa em intolerância no momento impropício, e ele (momento) cria uma gama de dúvidas que se dissipariam numa situação avessa. É quando se assume o despreparo e cai no temor do tempo necessário para ajustar-se o relógio, aquecer as idéias, brincar com o ocaso e despertar para o “ser” convicto no rumo a tomar e aproveitar de cada estrada.

O lado proveitoso dessa história é que eu entendi tudo, e a tempo. Eu assumo o meu despreparo e corro entrelinhas, isto é, hoje eu sei os buracos que ficaram pra trás e devem ser bem fechados, para que nem eu, nem ninguém caia mais neles.

Isso aqui virou um exercício de auto-conhecimento...espero que pelo menos seja convidativo, do tipo: faça o seu também ou receba um completo por email, basta depositar uns reais na minha conta e etc, etc, etc...

...Ao Infinito, e Além (Buzz Lightyear)

Os dias e as noites paulistanas foram realmente ótimos e esclarecedores. Eu agradeço a todos que me acolheram e mais uma vez ao cara lá de cima (momento Xuxa, sempre deve haver um momento Xuxa) por me dar uma família assim, e colocar pessoas assim no meu destino. Eu acredito em destino, em pré-destinação e o caralho a quatro...Somos obrigados a fazer algumas escolhas, mas nossas vidas têm “levels” necessários (o Marquito entenderia, Level 7 de dificuldade, sempre o sete, o sete..) a se atravessar, e tem que ser assim, muda-se o cenário, as ações serão as mesmas, as reações é que contam, que escrevem.

O meu reflexo é amplamente curioso, tem horas que me sinto como um super-herói, tem horas que sou completamente absorta, inerte, insensível........autista. Sou assim, plenos poderes, ou definhamento. Acesa a tudo ou avessa ao mundo, “estou” disciplinada a achar o meio termo disso também. E que eu não apague em horas impróprias, por Deus, não me deixe perder essas horas, e me permita cair em verdadeira tentação, Amém.

...A gente corre pra se esconder, e se amar, se amar, até o fim... (M. Camelo)

Outra grande resolução. Eu já não curtia a idéia de sexo sem amor already then, mas também não levava em conta até onde isso pode nos levar. Pra mim, sempre foi a conseqüência, finalização, consumação de algo muito maior do que se pode sentir na pele, muito maior que um “intercurso sexual” (um dos maiores palavrões já inventados). Bem, me enganei, porque não é tão simples assim, pois, se eu achava simples, é porque me bloqueei a tudo que ele (sexo) pode me oferecer.

Em definitivo, esse é um ano bom pra aprender, por exemplo, que “pode ser carnal, porém não mundano” (o prazer, pelas definições do muso, em resumo total, pois ele tem uma teoria própria), gostei disso, dá uma boa desculpa pra perda da minha sofisticação intelectual de ser superior a estímulos táteis e corporais, inter-agentes, em geral.

...Eu deixei a vida ser simples passagem outrora...Eis que vou me aproveitar dela...agora. (D. Hyde)

Esgotar todas as possibilidades, lotar os dias, viver um hedonismo calculado, dentro dos padrões aceitos pelo INMETRO e pelo INPOCKET (conteúdo do meu bolso).

Preciso falar do meu filho? Não, ele já sabe falar e quase escrever, e eu já falo demais dele e esse é o único canto que eu posso me dar ao luxo de manter sendo só meu.

Voltando a mim, deixando o filosofar e o “ser” evasivo de lado:

Top 5 dos últimos tempos (ordem aleatória dependendo do ânimo):

-LOS HERMANOS _ Putaquepariu!!! Só quero poder causar o que eles me causaram em alguém, algum dia, com as minhas palavras e sons.

-Dormir abraçado, sem se sentir sufocado, e ainda acordar dizendo bom dia.

-Comer frutas e parar de fumar; to conseguindo, os dois.

-Ver a sua semente brotar mais do que nunca, por você estar mais presente na vida dela.

-Amar a alguém, incondicionalmente, porém da forma mais comedida e racional do mundo (se isso for possível) , para que seja o melhor amor; mesmo que isso custe a distância, o tempo e o contexto. Hoje, só o fato de sentir o que sinto já me basta, e me move adiante

Pensei em colocar trechos de Ventura aqui , que junto com o meu amor, me ajudou, me conversou, me inspirou, nessa última estação. Mas é muita coisa, então vou resumir tudo com uma estrofe, da primeira música que me fez enxergá-los (losers) com outros olhos:

“Abre a janela agora, deixa que o sol te veja,
É só lembrar que o amor é tão maior
Estamos sós, no céu.
Abre as cortinas pra mim,
Que eu não me escondo de ninguém,
O amor já desvendou nosso lugar,
E agora está de bem.”

(Conversa de Botas Batidas – Marcelo Camelo)

n.p. – essa daí de cima...



terça-feira, fevereiro 3

mexendo nas coisas esquecidas..




tipo o template...

Back in Black

...isso aí...voltei, estou escrevendo algumas coisas e pincelando outras. Não tenho mais emprego tbm então quem precisar de uma menina legal e prestativa me chame por favor. Muitas idéias, muitas idéias, aguardem...




eu tenho fotolog tbm, vão lá...vai ser louco...

segunda-feira, dezembro 1

Veja bem..



eu escrevi isso há tempos atrás...pra variar eu não terminei...pretendo terminar um dia...mas essa parte já é bastante esclarecedora..


Today I feel like talkin' 'bout muzak..........

Aos poucos eu vou lembrando, não vou conseguir botar em ordem cronológica.
Como eu já disse, eu comecei com Faith no More, e Skid Row também......Na verdade tudo começou do único jeito que poderia começar no Brazil, com a MTV, em 1989, já se podia assistir o VMA´s ao vivo na TV Bandeirantes, pelo menos em São Paulo, e eu fiquei vidrada desde o´início, quando a gente nasce pra música não tem como ser de outro jeito.

1991 :..... FNM era tudo pra mim, assim como o Mike Patton, só que eu assinava Danny Bottum, pq eu tocava teclado na época, e sempre assinava meu nome de acordo com o meu tecladista do momento, muitas vezes foram Danny Lord (Deep Purple, eu passava dias e dias tentando tirar as músicas do Purple, e eu choro ouvindo Child in Time até hoje). Eu tinha várias calças over big super size xadrez, e meu cabelo eu raspava embaixo, é , que nem o Patton. Nunca tive sentimentos groupie, sempre fui wannabe, sempre....Mas meu cabelo era mais pra loiro e eu cantava mais como Sebastian Bach do que como Patton na época...

OS SHOWS = FNM em 91 no Olímpia (hmm lembremos) _ muita gente, eu com o meu novíssimo par de sapatos vermelho vinil, bermudão, camisa xadrez na cintura e um camisetão qualquer, acho que era do Metallica; papai e mamãe foram juntos, essa era a condição, eles juraram que não iriam incomodar e , além do mais, eles sempre foram bacanas. Não fiquei muito perto, senão iriam me esmagar, eu lembro que bati muito cabeça com um cara tri locão que estava na minha frente e tinha um piercing no mamilo! Nossa, um piercing no mamilo nessa época era altamente radical, teve uma hora que ele foi dar mosh e alguém puxou, deu um bolo, mas não estragou minha festa, eu lá, vendo aqueles caras de perto, simplesmente lindo, "I know the feeling, it is the real thing, the essence of the truth..." , eles não tocaram Edge of the World, eu ainda olhava pra trás na saída, no meio da multidão, pra olhar se eles não iriam voltar pra tocá-la, eu era uma menina e gostava das baladinhas. Skid Row em 92 no Ginásio do Ibirapuera _ aqui eu já era Déti (Death) total, só gostava dos clássicos e de "rock pauleira", não suportava quando alguém dizia que MPB era boa e rica, eu cagava pra qualquer letra em português. Mais gente ainda que no outro show, eu estava com os olhos pintados yeah, igual ao Alice Cooper, e com uma camisa rasgada do Sebastian, ele era lindo e meigo, e eu ainda acho isso, e não falem mal das músicas....são boas pra cacete. Foi bom, um pouco decepcionada pq "bas" realmente não canta nada ao vivo e o melhor momento do show não foi quando ele pôs a piroca pra fora, foi o Rachel (muito mais lindo e selvagem que o Sebastian, e é moreno, eu não ligo pra loiros) cantando "Psycho Therapy" (Ramones) e balançando aquela cabeleira como o guitarrista do Ozzy faz, depois eu não lembro, fiquei bêbada.
Uma coisa importante a partir de 92: foi o boom das bandas cover (em SãoPaulo) , oficiais e não oficiais, e a maioria eram conhecidos meus, e andar com eles e fazer Jam Sessions com eles era como se vc estivesse com os de verdade, sério, a emoção era a mesma, metaleiros chorões, zanzando pelo AeroAnta como Rock Stars, tocando ao lado do Golpe de Estado, IRA!, Capital Inicial, era divertido, porque a gente se achava SUPERIOR a essas bandas! O Glauco, vocalista do Faith cover, era IGUAL o Patton, IGUAL, só que esse ninguém conseguiu pegar pq tinha uma namorada de anos, muito chata e gorda.

Tentativa de lista de bandas que eu curtia na época: FeNêMê (os paulistas achavam descolado chamar assim, apesar de parecer coisa de baiano, no sentido literal) ; Skid Row; Metallica; Megadeth; Deep Purple; Black Sabbath; Queen (sim nós fazíamos um coro de Bohemian Rhapsody em 6 pessoas, era lindo); Pantera; Napalm Death; Nuclear Assault; Genocídio; Viper; Aerosmith; Van Halen; Guns 'n Roses (pq não?); Steve Vai; Motorhead; The Cult; The Doors

92 - 93 - 94 :.... Porra! Eu disse que queria ter nascido em Seattle!!!!!! A melhor fase da minha vida, até hoje. Porque minha vida tem trilha sonora e aqui teve muita coisa boa, eu já estava mais flexível, não precisava mais ser som pesado, mas som bem feito, algumas brasileirices começaram a entrar (das antigas claro).

Eu era às vezes Danny Vedder e às vezes Danny Gossard, mas logo eu virei sra. McReady cover, pois esse era o posto do meu namorado no Pearl Jam Cover Official. Eu falava e gesticulava como o Anthonny Kieds, eu era mais ele do que qualquer um, no início eu imitava, depois eu não conseguia evitar esses tiques. Eu comecei a fazer as primeiras químicas capilares, morei 8 meses em Salvador, o que me custou os shows mais importantes da minha vida (Metallica e Hollywood Rock 93). Mas eu fui em um muito importante pra mim também, que é paralelo à revolução do meu âmago....

O SHOW: 92 no Morumbi, Michael Jackson; ele não vai constar nas minhas listas porque, como a Madonna, não dá pra misturar com os outros, eles vêm comigo desde o útero e vão continuar vindo, pode falar o que quiser deles que eu vou continuar amando, assim como todos os artistas da Motown, até o Adam Ant, aquele branquelo que tentava imitar o Bowie. Mas o show, como eu ia dizendo, foi lindo, apesar de eu estar a milhões de metros do palco, pois chegamos atrasados, eu e meu pai (meu gene Michael-Madonna vem dele, ele é muito pop). E ele tocou todas as músicas que eu gosto, e não tem muito o que dizer dele...... Ah! não fui no da Maddy, faltou dinheiro....

93 na concha acustica de Salvador: Olodum e Chiclete com Banana, eu gosto da música baiana Roots entende, não desses Axé bastardos...

Tentativa de lista de bandas que eu curtia na época: Pearl Jam, Nirvana, Hole, Alice in Chains, Collective Soul, Type O´Negative, Jesus and Mary Chain, Black Crowes (Remedy é um hino), Stone Temple Pilots, Smashing Pumpkins; R.E.M; Neil Young; Live; Red Hot Chilli Peppers; Suicidal Tendencies; Infectious Grooves ; Jane´s Addiction; Urban Dance Squad; Living Colour; Bush; Ugly Kid Joe; Candlebox; e muitas coisas Pop, porque até o Pop era bom nessa época, não vou me lembrar de tudo.....

94 - 95 - 96 :.... Anos tropicálias da minha vida, Paz e Amor total...aprendi muito aqui, de música de cultura de literatura...foram os melhores anos do colégio também. Diferente de algumas várias pessoas, eu sempre gostei do colégio , de estudar (tirando as exatas) e principalmente do povo que me rodeava, gente legal mesmo, professores de história e literatura memoráveis, o meu colegial foi show mesmo, é claro que tinham as intrigas e matações de aula, mas eu sempre fui um "exemplo" escolar porque era metida a líder, fiz teatro durante esses anos também e ganhamos prêmios, eu ganhei o meu, mas larguei tudo por causa de um homem, isso está na minha lista das piores coisas que fiz por um homem. Mas voltando ao assunto, 94 e eu voltei pra Sampa, de cabelo vermelho e ainda bem death metal, escutava as mesmas coisas e alguns derivados, o Kurt morreu, veio Foo Fighters, que também era legal, mas não iconoclasta. O Grunge esfriou um pouco e eu fiquei orfã de movimento, resolvi voltar atrás e curtir um pouco de Flower Power, o Woodstock passou a ser tudo pra mim, Janis Joplin 24 hs por dia, pouca bebida e nicotina, porque o David era careta, comecei a ouvir MPB a fú, Secos e Molhados, Raul Seixas, Caetanices e derivados e muito som de Minas, é, Minas, Clube da Esquina lembra? 14 BIS , Beto Guedes (que continua sendo o meu guru do bem) , Milton Nascimento, Ronaldo Bastos e Lô Borges, etc...., já disse que vou ser arqueóloga??? e que vou me especializar no Peru??? pois então, nessa fase eu conheci e revivi muita música folclórica latina também "el sonido de los andes" como eles chamam, e o som mais politizado das antigas, Mercedes Sosa, Violeta Parra, Tarancón, etc. O melhor desse período, é que ele virou a minha base-personalidade musical. Muita coisa daqui está no meu coração pra sempre. Comecei a tocar pra valer e já escrevia algumas músicas, pintou o sonho de ter uma banda, porque até então, eu era "namorada de músico" e nada más...

SHOWS: a maioria classe B, várias bandas cover e rock nacional no Aero Anta, perdi Rolling Stones.
Beto Guedes: é incrível, tu nunca ouve falar dele, mas é só ter um showzinho em algum espaço cultural que lota, em qualquer lugar do Brasil lota; foi muito bom, gente de todas as idades e tribos conferindo "a música da terra", chorei bastante, porque foi também a despedida, eu já estava de passagem marcada pra Porto Alegre.

Tentativa de lista de bandas que eu curtia na época: mantendo-se algumas da época anterior e adicionando a velha guarda dos setores rocknroll, música brasileira e andina. Destaques para Led Zeppelin, a Santíssima Trindade da época: JIM Morrison, JANIS Joplin e JIMMI Hendrix, Lenny Kravitz, America, Bob Dylan, Credence Clearwater Revival, Blood Sweat and Tears, Jefferson Airplane, Joan Baez, Mutantes, Simon & Garfunkel e por aí vai...

(a partir daqui vai ser ano a ano, porque eu fiquei muito volúvel, ou inconstante, ou eclética, digamos assim...)

97-:... Aterrissagem em POA. Muita miscelânea, muito conhecimento, contradições,relações, experiências, sacações...Oi prazer, meu nome é Daniela e você é......a MPG.....Eu amei o Flávio Basso a primeira vista. Eu que só pensava que o Rio Grande tinha Engenheiros do Hawai vislumbrei um contexto e um sonoridade totalmente nova e doce aos meus ouvidos...

segunda-feira, outubro 27

Tá começando...



Insônia (de um outubro sem primavera)



Ando tendo muita insônia, muita história pra contar. Quero um disco novo, uma nova palavra e um novo tempo. Que já estavam aqui mas foram se perdendo debaixo dos meus fios. Essas idéias que ficam me instigando, às vezes bobas porém tampouco sórdidas, bem insólitas, perturbantes. O cheiro da terra voltou aos meus pés. O tato das cordas nunca foi tão estimulante como agora.


Estou voltando, a mim mesma. Chegando lá no fundo, novamente, por inteiro. Brotando de um pedaço de vida, um tempero de outrora que me faltava. Um ar sem demora que está se aproximando, um vértice de sutileza que eu nem almejava.


Nas águas serei fecunda, textura de mísseis e carvão. Posso até dar-me o luxo de imaginar que não posso mais chegar sozinha nos Cáucasos. Achar que essa solidão não mais me pertence e que mãos dadas devem funcionar quando dadas na hora certa.


Um breve resumo do que corre pelos meus neurônios nesse instante: Não dá pra ser breve, nem será; não se sintetiza, portanto, deixarei o resumo de lado para me ater aos detalhes. Essa é a verdadeira essência do ocaso, os detalhes, e assumo eu que os deixei para trás há séculos. A verdade crua jamais será nua,ela não é capaz de contextualizar a transparência das pessoas e vem carregada de primeiras impressões.


Voltando à insônia. Aquela luzinha intermitente vermelha e azul que fica piscando atrás do meu globo ocular; não, eu não resido próximo a nenhuma zona de badalação noturna. De repente pode ser por causa desses olhos claros, vivendo no meio de tanta luz. Externa, porque tive que trocar a noite pelo dia. Interna, porque o maior motivo que eu tive pra mudar é a "luz de todas as luzes", como diria o meu tão amado (e odiado na mesma intensidade) Van Helsing.


Quando se tem um motivo maior, é porque existem outros, e entre eles tem um que cresce a cada minuto, tornando minhas 13, 14 horas acordada, segundos insuficientes. Eu não acreditava que artistas precisavam de "musas", achava queo meu processo criativo só poderia derivar dos pedaços que arrancava de mim.


Para minha surpresa, minha mente está funcionando mais do que sempre. Para o meu deleite, a minha insônia é justificada pela falta de tempo para colocar no papel as minhas idéias, devaneios. E mesmo perdendo algumas horas de sono eu não estou me despedaçando. A minha "musa" existe e está juntando os cacos que ainda estão pelo chão onde piso e volto a me ferir, eu inclusive ando prudente com essas minhas caminhadas de faquir, pois não quero que a minha inspiração seja obrigada a cuidar dos meus pés, por suposto.


Ando tendo muita insônia, muita história pra contar. Porque eu tenho uma "musa", e, veja bem, ele é lindo, e me faz querer dar outro abraço no mundo. Só pra ter uma noção, isso tudo foi escrito pra aliviar um pouco meus pensamentos, tão ocupados com ele, simplesmente.



...vou lá pra cama, vazia, de novo...


*Dani Hyde , apaixonada de plantão

sexta-feira, outubro 17

o Vince é cada vez mais meu filho

o cara gosta de Elvis de paixão, beija todo mundo na boca, ganhou uma motoca e passeia nela cantando "Moto" dos Cascavelletes e agora se apaixonou por Labirinto, isso mesmo, o filme, filme esse que me levou a conhecer, gostar, amar e idolatrar David Bowie. Apesar dele ainda chamar o Jareth de "bruxa malvada" ele já entendeu tudo. Tá no sangue, não adianta. Rock and Roll!!!!!

oi?



eu nem falei nada pq não tive tempo, mas o show da semana passada foi um dos melhores shows que eu já fui, e nesse eu até cantei, foi lindo.

mas uma vez eu digo, seus putos! AMO VOCÊS!!

QUANDO CHEGAREM AS FOTOS EU POSTO AQUI.

sexta-feira, outubro 3

Imperdível





Apareçam, que eu vou dar uma de Nico pela primeira vez na vida, e vai ser muito bacana. Pra quem não havia lido aqui tem o release da banda escrito por mim. O resto é só róque. SEX AND ROLLING PRETTIE BABIES!!!!!

Pretty Woman



De vez em quando eu decido ser mulher, de vez em quando o mundo exige que eu seja, ele implora na verdade, e daí eu vou lá. Toda montadinha, falta corpinho ainda, eu sei, mas já me conformei que homens que perambulam pelo centro da cidade não ligam pra isso, é só vestir uma calça atolada que a sua vida deixa de ser ordinária. Eu tenho colegas que dizem: “oh! Quando eu quero levantar a minha auto-estima eu vou passear no centro, daí eu ouço um monte de gostosa! e vou te chupar todinha!" Como assim? Se ouvir esse tipo de comentário fizesse bem pro meu ego, eu iria trabalhar de estátua viva lá na frente da Praça da Alfândega, travestida de Rita Cadillac. Pelo contrário, eu até já desisti de algumas aventuras maravilhosas do rainbow pride por causa de palavras desse calão sussurradas no meu ouvido.

É, eu tenho que assumir que dirty talking não é o meu forte, prefiro mil vezes sentir uma boca ofegante no meu pescoço, do que ouvir qualquer coisa que possa me ofender em determinado momento. Ser selvagem é uma coisa, ser vulgar é outra.

Mas o assunto não é esse, a pauta é eu, mulher. Então, depois de um dia de trabalho igual a todos os outros, eu me mandei pro habitat natural das mulheres, aham, o shopping. Com o pretexto de pagar umas contas lá fui eu satisfazer as necessidades florzinhas que ainda são parte de mim, e produzir mais algumas despesas. Porque assim como toda mulher, o que eu faço melhor, depois de sexo, é gastar.

Analisei por um tempo e percebi que as lojas estão abarrotadas de trapos caríssimos, trapos sim, a moda agora é pegar o meu jeans mais fodido e colocar no multiprocessador (aquele, da cozinha mesmo, que pica carnes e legumes), e juntar os retalhos todos do quarto de costura da vó pra fazer uma blusinha HYPE e pintar uns anagramas orientais nela com Liquid Paper, pra dar um certo relevo borrado...A cultura oriental é maravilhosa, mas eu não vou usar algo que não faço idéia do que se trata, pra que um dia chegue um japa e fique tirando uma comigo na rua: “ahá hein! Tu come pedra, sola de sapato e ama uma calcinha furada!” ........não............não vou me arriscar.

A minha urgência é com lingerie, sabe? Depois de algum tempo como mãe a gente deixa de reparar na gaveta de calcinhas e quando se dá conta ela tá virada num lixão, não dá nem pra repassar para pessoas mais humildes (aqui em casa a gente tem o ritual da reciclagem de vestuário nas trocas de estação, eu recomendo). De uns tempos pra cá eu ando fazendo assim, uma vez no mês eu vou lá e compro uma calcinha nova, e jogo uma velha fora, agora já estou num estágio mais complexo, porque só restaram aquelas calcinhas fera, super confortáveis, todas descosturadas e laceadas que tanto fazem bem para a nossa circulação, acho que essas vão continuar aqui até que a minha vida “social” se reestabeleça, porque ta foda, aliás, não tá nada foda, fé em deus.......fé em deus....

Eu decidi comprar sutiãs, porque nesse departamento eu ainda não havia mexido, por muitas razões: engordar 30 Kg na gravidez e amamentar 1 ano e meio nos leva a uma certa deficiência estética, e meus peitos ainda tem uma ponta de estoque láctea, então eu tinha (tenho) esperanças de que ele ficasse menor, menor sim, odeio peitos, eles atrapalham pra tudo, ficam balançando quando não devem, me incomodam pra tocar, ocupam um espaço indevido nas roupas, etc, etc...A falta de grana e o exercício de usar as peças íntimas até que elas se deteriorem também contribuíram para a protelação da compra de novas peças.

Porém, um dia como esse merecia uns “eu-me-preciso” decentes, desses “segura-peitos” mesmo, porque estou mulherzinha, e não posso permitir que as conseqüências de 30 kgs de gravidez + um ser chupando os meus respectivos de hora em hora durante 1 ano e meio (eu sei que isso pode gerar telas mentais em alguns leitores, mas o assunto é sério, eu peço a gentileza de que pensem nas suas respectivas progenitoras) fiquem assim, estabelecidas na minha silhueta.

Depois de experimentar uns 1248735278589352 modelos, achei 3 que ficaram bárbaros, ou seja, colocaram as coisas nos seus devidos lugares, bem em cima e bem apertados, o mais não-volumoso possível, um preto, um branco e um vermelho, afinal, alguma coisa eu preciso fazer pelo Timão (nada a ver isso), essa é a segunda vez na vida que eu vou ter um sutiã vermelho, massa, eu realmente preciso sair do pretinho básico...agora preciso comprar uns corsets de latex e virar praticante de S&M.

Fui comer uma batata inglesa, porque tive um desejo incomensurável de comer batatas, e depois casa, de ônibus né, e no ônibus me aconteceu algo estranho...

O ônibus vazio, umas 5 pessoas espalhadas pelos bancos, eu me espalhei literalmente com a minha sacola e meus pés cansados de andar de saltos o dia todo (a campanha do desarmamento deveria incluir sapatos de salto alto também), uma parada adiante entra um rapaz normal, jovem universitário, porém muito chapado, olha pra todos os bancos e senta do meu lado!!!! Porra!!!! O ônibus vazio cara!! Ele teve a audácia de me pedir licença pra sentar do meu lado!!! Eu como sou a sempre boa samaritana permiti né, fazer o quê, um encosto pro fim de noite.. Aos poucos eu fui notando que o cara não estava em condições normais mesmo...Um cheiro, mas um cheiro, um BUDUM como dizem os gaúchos, de árco né! Árco é foda, ainda mais quando as pessoas não se limitam à cervejinha ou vinho...não, esses jovens universitários tem que tomar o que tiver de pior e mais inibidor de sensatez possível, e vir sentar fedendo do meu lado, cambaleando pra cima de mim, me observando olhar as horas do meu relógio e logo após perguntar se eu tinha horas, assim não dá!!!! O meu maior medo não era de assalto, nem de estupro, nem de qualquer tipo de assédio que fosse, meu pavor era que o cara resolvesse vomitar todo aquele porre em cima de mim, daí eu juro que ele ia morrer, sufocado no vômito que tivesse caído na minha roupa, eu juro! Daí quando eu me acalmei (depois que ele desceu, certamente), eu fiquei pensando que poderia existir uma nova categoria de pessoas solitárias no mundo, é, pessoas tão carentes, mas tão carentes, que enchem a cara e saem por aí andando de ônibus pra poder ficar em companhia de alguém, mesmo que seja essa companhia indireta e muda, pq eu acho difícil alguém puxar papo nesse tipo de situação. Fora que tem que estar bem chalau mesmo pra fazer algo do tipo, porque todos os restantes do ônibus ficam olhando pra sua cara e pra cara do cidadão imaginando o que pode estar acontecendo. Da próxima vez que algum desconhecido quiser sentar do meu lado, mesmo que o transporte coletivo esteja vazio, por favor identifique-se e esclareça o motivo de tal atitude, eu serei bem mais simpática do que fui com o jovem universitário.

Ah! E pra não ficar tão mulherzinha assim, eu comprei uma camiseta infantil do Batman, linda, linda....e toda minha!! Vou usar no show, depois eu conto do show.


quarta-feira, outubro 1

estou procurando emprego...



...é oficial agora, eu estou procurando um emprego, só sei escrever, cantar, tocar violão e ficar horas confabulando contra o sistema de dominação yankee. e tenho um filho pra criar, quem souber de alguma coisa me avisa...

Eu desisti de acentuar aquele texto ali de cima!!!!!

Foda-se, ou alguém me ensina, ou vocês que esperem o template novo que anda meio morto lá em casa no meu dreamweaver....Ele é lindo mas ainda não tem utilidade..